sábado, 8 de agosto de 2009

6ª LIÇÃO - O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO

Deus ao criar o ser humano, criou-o perfeito, ou seja, perfeito moral, sentimental, física e espiritualmente, enfim, sem pecado; já o primeiro descendente direto de Adão e Eva, chamado Caim, nasceria depois da consumação do pecado original (cf. Gn 1.26,27; 2.7,22; 4.1); a partir daí todos os que nascessem herdariam de Adão a natureza pecaminosa, pois, através do pecado do primeiro casal foi dado início a um processo de decadência físico-mental, moral e espiritual nos seres humanos, inclusive o próprio casal estava agora em estado degradante (cf. Rm 5.12).
Imaginemo-nos se Adão e Eva não tivessem transgredido a ordem do Senhor, como estaríamos vivendo hoje ou como seria o atual sistema de viver do mundo? Viveríamos muito melhor, por exemplo, doenças não existiriam, morte também não, o comportamento humano, hoje, em parte sadio, pelo exemplo de poucos, seria então, um padrão a todos os habitantes da terra, o respeito, a consideração, o valor mútuo seriam bem mais elevados em sentido pleno, os sentimentos seriam mais comedidos, sinceros e incondicionais e a vida espiritual em cada um vislumbraria o seu ponto mais alto, não haveria interferências na relação entre Deus e o ser humano!
No entanto, antes que o pecado original acontecesse precisamos entender que existia pelo menos duas expectativas por trás daquele acontecimento: De um lado Deus, observando como o homem se comportaria diante da tentação... Obedecer-se-ia a ordem do Supremo ou sujeitar-se-ia aos prazeres passageiros. E de outro lado Satanás, maquinando como poderia atacar sem ser percebido, convencendo o homem a comer do fruto proibido.
Entende-se que os seres espirituais malignos foram criados e estão incluídos em (cf. Gn 2.1) e que em um momento da eternidade uma parte deles se rebelaram contra o Altíssimo; já no cenário do Éden há uma participação efetiva do inimigo propriamente dito, quando na figura da serpente (representando o Diabo, Satanás) se utilizando daquele animal tão astuto, observe o animal com características tão comum ao seu representador, que ele mesmo escolheu para usar como o agente incitante para a prática da desobediência (cf. Ap 12.3-9 aqui, representado também pelo dragão vermelho). Então, antes do pecado original o sistema de viver do mundo se enquadrava no viver para Deus, com Deus e em Deus; o homem fora colocado no mundo para obedecer e glorificar a Deus, aquele trabalhava obedecendo ao Senhor, a fim de satisfazê-lo, não se envergonhavam de estarem despidos e pela viração do dia o Altíssimo vinha pessoalmente conversar com o homem, mostrando com isso o seu prazer no modo de vida do ser humano, obediente e temente a Deus (cf. Gn 2.15, 19, 20, 25). Até que houve a interferência maligna em fazer desviar Adão e Eva do propósito divino e contaminar aqueles que ainda nasceriam; e aquela satisfação que o Senhor tivera, não mais existia, porque o homem preferiu dar ouvidos a uma voz estranha a permanecer cumprindo a ordem do Criador (cf. Gn 2.16, 17), logo, o sistema de viver do mundo fora alterado, por exemplo, o ser humano caído, geralmente trabalha segundo sua maneira de pensar e agir, sem se interessar pela vontade de Deus para sua vida, muitas vezes visa unicamente o lucro momentâneo, não se importando com a forma de conquistá-lo e o que realmente lhe interessa é o próprio prazer; hoje, não sentem mais vergonha do mal que cometem, por estarem com suas mentes cauterizadas pelo erro, ou seja, o “erro” é tão comum em suas vidas que já se tornou o “certo” para eles, é a conhecida inversão de valores, o que é errado se torna correto pelo simples fato de que não querem assumir um padrão de vida como Deus quer, ou ainda, por desejarem cumprir a vontade da carne, então, assumem uma posição contrária a Palavra de Deus, a fim de terem respaldo em suas más condutas, portanto, Deus jamais será conivente com o pecado, “ao culpado não tem por inocente” (cf. Naum 1.3). Como vimos, o atual sistema de vida mundano está corrompido, aonde O Senhor não é consultado pelo que deve ser feito nas questões individuais, nos desejos, nos relacionamentos humanos e etc., enfim, não é levado em consideração, é esquecido quando está correndo tudo bem aparentemente, lembrado apenas nas horas de angústias ou na iminência de morte; mas isso não quer dizer que o controle do mundo cósmico, as leis físicas e naturais não estão em Suas Mãos, é bem verdade que toda a criação geme até agora, por causa daquele que a sujeitou (cf. Rm 8.20-22), ou seja, a terra foi afetada pelo pecado também, mas o que está em pauta é a forma de vida, a maneira de viver ímpia das pessoas e não o mundo físico (cf. Ml 3.18). TEXTO ÁUREO "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2). Como “filhos da luz” (cf. Ef 5.8; I Ts 5.5) temos apenas duas opções diante do tema exposto: Conformar-se com o padrão pecaminoso das pessoas ou Transformá-las pelo renovo que obtivemos do Senhor. Não se conformar com o modo de vida dos ímpios, é conviver no meio deles (cf. II Pe 2.7,8), sem, contudo, ser conivente com suas práticas libertinas e nem aceitar seus padrões impuros como normais e muito menos, como corretos (cf. Ef 5.7). Ao contrário de se conformar com tais ações (cf. Ef 5.11), nós um dia fomos iluminados (cf. Hb 10.32) no conhecimento do Filho de Deus e o tendo aceitado como suficiente Senhor e Salvador, por isso, precisamos transformar as más condutas nas pessoas em boas condutas em Cristo, não apenas superficial, pois uma pessoa pode assumir uma posição de boas práticas, contudo, sem está completamente convertida ao Senhor e nem andar em novidade de vida em Cristo (cf. Rm 6.4), onde só aprenderá a andar pela vivência na Palavra de Deus! A boa, agradável e perfeita vontade de Deus para nós é podermos servi-lo como instrumentos de transformação da sociedade pagã, fazendo assim tornar-nos-emos úteis ao Senhor. VERDADE PRÁTICA Não querer cumprir ou fazer parte do comportamento mundano é uma questão de tomada de posição, reclamar uma identidade, esta de “ser cristão”. COMENTÁRIO I. O QUE É O MUNDO? O mundo citado no texto principal em estudo significa (A vida no século, na sociedade; a maioria dos homens; a humanidade; as pessoas) Dic. Aurélio.
O que é controlado por Satanás é a malignidade disposta às pessoas que dão lugar a ele, é a vontade má em se opor ao Criador e a tudo o que lhe diz respeito; e não o mundo físico ou o universo, nestes o nosso inimigo não tem domínio. 1. Os atrativos do mundo (v.16).
a) Concupiscência da carne;
b) Concupiscência dos olhos e;
c) A soberba da vida. Os atrativos são basicamente os citados acima, mas observe como é interessante a aplicação deles no cenário do Jardim localizado no Éden (cf. Gn 3): 1. Eva dialoga com a personificação do pecado (vv. 1-3);
2. A serpente pergunta com astúcia, a fim de confundir, uma mente já inclinada, pois já estavam conversando (v.1) e (cf. Rm 8.6,7);
3. A mulher responde, com acréscimo (nem nele tocareis “v.2,3”), aceitando assim o diálogo;
4. A serpente diz uma meia verdade (v. 4), pois não morreria fisicamente, mas sim espiritualmente, e era a esta morte que o Senhor Deus se referiria (cf. Gn 2.16,17);
5. A serpente com sagacidade ainda injeta outro veneno, em dizer que “se comessem do fruto seriam como Deus, conhecedor do bem e do mal” (v. 5), mas o fato de saber discernir entre o bem e o mal não se faz necessário ser comparado com Deus, nenhum ser humano chegará à altura do Altíssimo, Ele é absoluto! Na verdade o homem e a mulher já sabiam que o “bem” era obedecer a Deus para tanto o Senhor se encarregou de alertá-los, o que eles não conheciam era o pecado!
6. Observe o (v.6) nele estão contidos os atrativos supracitados:
a. A mulher constatou que a árvore era boa para se comer, saciar a matéria (Concupiscência da carne);
b. Depois achou agradável aos olhos (Concupiscência dos olhos);
c. E por último se ensoberbeceu “a árvore desejável para dar entendimento” (Soberba da vida).
7. Consumação do pecado:
a. Viu;
b. Tomou;
c. Comeu;
d. E deu ao seu marido, este foi conivente com o erro. Os atrativos são tantos, mas devemos cair na real de que são apenas passageiros! O que realmente deve valer para o cristão é fazer a vontade de Deus, afinal são esses que permanecem para sempre (cf. I Jo 2.17). 2. O mundo sob a ótica de Deus. Deus ao olhar o sistema corrupto do mundo, sente um total desprazer nas ações contrárias a sua vontade, cometidas pelos seres humanos, em contrapartida, o Senhor Deus tem mostrado bondade e misericórdia para o com o homem, enviando seu Filho Jesus Cristo (cf. Jo 3.16), a fim de oferecer reconciliação (cf. Rm 5.11; II Co 5.18,19) e salvação (cf. Hb 5.9) para todos aqueles que lhe obedecem, contudo, ainda que todos os homens aceitassem a Cristo como salvador, o mundo físico ainda precisaria ser recriado (cf. Is 65.17; Ap 21.1,5), e haver uma transformação no nosso corpo e a morte definitivamente derrotada (cf. I Co 15.26,54). Algumas situações do sistema do mundo que são tidas como normais para a maioria das pessoas: 1. Homossexualismo;
2. Sexo fora do casamento ou até antes dele;
3. Tráfico de seres humanos e Drogas;
4. Casamentos feitos por estética ou aparência;
5. Conflitos familiares;
6. Prostituição;
7. Subornos;
8. Mentiras;
9. Idolatria e etc. REFLEXÃO
" Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós." (Tiago 4.7). II. COMO O CRISTÃO DEVE VIVER NESTE MUNDO A posição do cristão diante dos combates (cf. I Tm 6.12; II Tm 4.7) para se manter de pé (cf. I Co 10.12) diante de Deus deve ser de certeza de fé que um dia aprendeu (cf. Lc 1.4; Hb 6.11; 10.22; 11.1) sobre os rudimentos da mesma (cf. Cl 2.20-23). O cristão em algumas situações: 1. Como Filhos de Deus (cf. Rm 8.14; I Jo 3.1), precisa ser guiado pelo Espírito Santo, para ser reconhecido como tal;
2. Como Sal da terra (cf. Mt 5.13), se faz necessário marca presença para fazer diferença, cristão oculto não interessa para Deus;
3. Como Luz do mundo (cf. Mt 5.14), é imprescindível que faça refletir a luz que vem de Jesus;
4. Como Soldado de Cristo (cf. II Tm 2.3,4), ser perseverante no objetivo que Deus lhe conferiu e não se embaraçar com os negócios desta vida;
5. Como Exemplo de vida (cf. II Ts 3.9), a fim de que alguém o imite;
6. Como Servo sofredor (cf. Mt 25.21; I Pe 2.21), afinal, fomos chamados para sofrer por amor a Jesus; e também ser fiel no pouco, pois no muito será colocado. REFLEXÃO
“Vivei, {Vivei; no original, portai-vos como cidadãos} acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;” (cf. Fp 1.27) CONCLUSÃO “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado”. (cf. Rm 5.5), então, para que possamos transferir este amor para que as outras pessoas possam sentir e, assim ser aumentado o número de renovados no entendimento e não mais cometerem atitudes desagradáveis que faziam quando estavam imersos no pecado, precisamos enfrentar o atual sistema mundano com sabedoria, discernimento e desprendimento se nós quisermos chamar a atenção das pessoas para Cristo, que é o real significado da vida! APLICAÇÃO PESSOAL Será que você está disposto a fazer a diferença como servo de Deus dentro do atual sistema corrompido? Se a resposta for “sim” encontrarás bastantes desafios, empecilhos, barreiras e até resistências, porém, a vitória é de quem persevera, tenha uma vida pautada na Palavra de Deus, pois estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas (cf. Hb 12.1), e é justamente por isso, que não devemos vacilar. “A Palavra de Deus atrai, o exemplo convence!” Cid Moreira.
Não seja mais um em meio a uma gama de maus exemplos, mas sim, seja um servo de Deus propriamente dito!