segunda-feira, 20 de setembro de 2010

VAMOS FAZER VALER A NOSSA CIDADANIA CELESTE

Saudações em Cristo!

Queridos irmãos em Cristo, visto se aproximar o dia mais democrático em nosso país, precisamos estar alertas em quem devemos votar (eleger nossos representantes politicamente).

Como servo do Senhor, não poderia deixar essa oportunidade de lhes repassar a informação anunciada em rede nacional pelo Pr. Silas Malafaia que já está pronto o PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos - 3), que inclue a descriminalização do aborto, a lei da mordaça e o escancaramento da porta que favorece aos homoxessuais, ou seja, se nós não votarmos em candidatos evangélicos, a nossa bancada na Câmara e Assembléias Legislativas (deputados federais e estaduais) e no Senado (senadores) irá inexistir ou enfraquecer, então, quando esses tipos de projetos-leis chegar nessas bancadas indubitavelmente irão ser aprovados sem muitas restrições, pois, quem poderia estar lá e votar contra, presume-se que seriam os candidatos evangélicos, porque acreditamos que iriam primar pela conduta cristã e seriam contra esses tipos de leis que vão de encontro à Palavra do Eterno.

Tive a curiosidade de pesquisar o tal PNDH-3 e comprovei que fala desses tópicos supracitados, então, por exemplo, sobre o aborto, diz o Plano em outras palavras que a mulher tem liberdade para fazer do seu corpo o que bem entender; sobre a lei da mordaça que os evangélicos terão restrições em se expressar no rádio e na televisão; e sobre o homoxessualismo tem uma gama de vantagens pela união de pessoas de mesmo sexo.

Portanto, meus irmãos nós como cidadãos dos Céus podemos interferir no nosso país, fazendo valer nossa liberdade de escolher nossos representantes (democracia), então, façamos essas escolhas de forma inteligente e sábia, para que lá na frente não venhamos a chorar o leite derramado!

Fiquem com Deus!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O CUIDADO COM AS OVELHAS

Texto Áureo:


Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. (Jo 10.11).

Ovelha, carneiro no gr. significa próbaton e é empregado trinta e nove vezes no Novo Testamento. O líder compassivo é chamado de pastor (Jr 3.15). Quando as pessoas estão sem liderança, são consideradas ovelhas dispersas sobre os montes, isto é, sem liderança elas não têm a orientação para trabalhar juntas a fim de vencer os obstáculos. (1 Rs 22.17; Nm 27.17).

É óbvio que para o cuidado ser eficaz se faz necessário que as duas partes estejam em concordância, ou melhor, cientes de suas obrigações, tanto a ovelha quanto o pastor precisam entender que cada um assume um papel nessa relação, não deve haver a troca de valores (posições), sendo assim o cuidado não estará dentro dos padrões bíblicos.

Por outro lado, observamos que o salmista Davi especificamente no Salmos 23.4, cita duas ferramentas que o pastor utiliza na condução do rebanho, a saber são: a vara e cajado, este serve para trazer aquelas ovelhas desapercebidas, quase caindo no abismo, mas não percebem o fim de seus passos, enquanto que aquela é usada para fustigar as ovelhas mais rebeldes, ou seja, aquelas que tem vontade de conhecer os lugares ou fazer coisas fora dos limites estabelecidos pelo pastor; existem ovelhas que não precisam nem de uma e nem da outra ferramenta, pois são obedientes e o pastor não se preocupa ao ponto de usar a vara ( lembra castigo ou correção) e o cajado (bordão do pastor que tem a  sua ponta arqueada) com estas.

É interessante notar que o cuidado em si nos lembra:

  1. Abdicação dos próprios anseios, com a finalidade de ficar disponível para cuidar;
  2. Requer tempo com qualidade;
  3. Exige dedicação e disposição;
  4. Aproximação com respeito (ter cheiro de ovelha);
  5. Reclama atenção dobrada;
  6. Cobra responsabilidade e compromisso;

E outras exigências mais, porém, não poderiamos deixar de citar que, segundo o texto em pauta, temos a característica principal que resume tudo o que um pastor deveria fazer (...dá a vida pelas ovelhas). Missão é missão!

Dar a própria vida em favor da defesa dos que estão sob sua responsabilidade (lutar pela causa da ovelha).

Dá-nos a entender que existindo um rebanho tomado conta por um pastor, se alguma ovelha fosse tirada de seu ambiente salutar, logo, o caráter desse pastor o diz que se a ovelha tem que passar pela morte, então, ele terá que morrer primeiro, a fim de dar o exemplo; no caso acima, a ovelha foi tirada bruscamente de seu habitat, portanto, entendemos que esse pastor estaria passivo de morte, caso não a encontrasse, pois, a ovelha sob sua responsabilidade escapou de suas mãos.

Embora a ovelha viesse realmente a morrer, observe que a principal missão do pastor é dá a vida pelas ovelhas, então, se acontecesse dela chegar a perecer, todo o trabalho daquele pastor em proteger a ovelha teria falhado, como pois, ficaria sua consciência em saber que teria que defendê-la até a morte?, sendo que agora era ela quem estava morta e ele com vida, o que estaria pensando esse pastor?

No mínimo, poderia ele pensar, não fui capaz de cumprir a minha missão, quem era para está morto era eu e não a ovelha?

No entanto, esse fato exemplificativo inserido nas Escrituras Sagradas referente à pessoa Bendita de Jesus é o modelo mais profundo de cuidado que já conhecemos, o que nos leva a observar e criticar alguns comportamentos de certos pastores que perderam o foco da sua missão, ou seja, se muitos puderem sugar, tirar, arrancar e oprimir as ovelhas até o que elas não tem para oferecer, eles vão fazer!

Eu creio conscientemente que são poucos, os que detenham o título de pastor propriamente dito ou que nos dias atuais existam pastores focados em seus verdadeiros legados (se possível for, morrer para que a ovelha viva!).

Comentário acerca da Leitura Bíblica em Classe

"A mensagem concernente ao renovo justo (Jr 23.5). Jeremias sumariou os reis injustos como se eles fossem pastores que tinham destruído e espalhado as ovelhas de Deus".

O capítulo 34 do livro de Ezequiel foi escrito mais ou menos na mesma época que Jeremias escreveu o capítulo 23.

Observe na íntegra o capítulo (34.1-10) de Ezequiel na versão RC Almeida Revista e Corrigida:

1 E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:

2 Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize aos pastores: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?


O interesse dos falsos pastores é só, e somente só a auto-satisfação ou  o contentamento pessoal deles.

3 Comeis a gordura, e vos vestis da lã, e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.


Este texto se refere a exploração que era feita sobre as ovelhas, o ato de usufruir cegava os olhos da responsabilidade para com as mesmas.

4 A fraca não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.


O serviço pastoral deixava muito a desejar, nada do que deveria ser executado era feito. Que situação hein! as ovelhas estavam acompanhadas, pelos pseudo-pastores, porém, sozinhas, não podiam contar com a ajuda deles!

5 Assim, se espalharam, por não haver pastor, e ficaram para pasto de todas as feras do campo, porquanto se espalharam.


Quando não se tem alguém para lhe orientar, a tendência é seguir o primeiro que vem pela frente, ou ainda, caminhar pela vida através da própria experiência, quem sabe pelos próprios instintos.

6 As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procure, nem quem as busque.


O estado era tão crítico que o profeta declara que não havia ninguém que se senbilizasse por elas, estavam perdidas, sem norte e sem direção!

7 ¶ Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR:

8 Vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, visto que as minhas ovelhas foram entregues à rapina e vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuram as minhas ovelhas, pois se apascentam a si mesmos e não apascentam as minhas ovelhas,

9 portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR:

10 Assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu estou contra os pastores e demandarei as minhas ovelhas da sua mão; e eles deixarão de apascentar as ovelhas e não se apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e lhes não servirão mais de pasto.

O dia da prestação de contas está chegando, os tais pastores que se preparem para tentar justificar suas ações malígnas, ainda que tentem, não conseguirão, porque antes de assumirem o compromisso, sabiam de que se tratava.

"Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR." (Jr23.1)

Os pastores (reis) tinham-se mostrado desleais à sua incumbência. A obrigação de recolher e proteger as ovelhas, entretanto, as espalharam deixando-as vulneráveis para o ataque do lobo babilônico. Possivelmente Jeremias se referia aos quatro últimos reis: Salum, Jeoaquim, Conias e Zedequias, esses homens tinham removido a idolatria-adultério-apostasia de Judá, garantindo assim a retribuição divina que acabou reduzindo a nada a nação de Judá.

Os pastores são incumbidos de cuidar das ovelhas; nenhum pastor é obrigado a aceitar esse ofício se ele não quiser, então, o indivíduo que é consagrado ao ministério pastoral é ciente de seus deveres e responsabilidades, bem como de suas recompensas outorgadas pelo próprio Deus.

Até porque o cuidado dele deve estar voltado para as pessoas e não para coisas; a ordem dos fatores é essa, primeiro trabalha-se o bem estar das ovelhas, em seguida, preocupa-se com as coisas que as ovelhas possam usar.

O que se percebe é que ainda hoje há uma inversão de interesses, ou seja, prefere-se valorizar mais as coisas que as ovelhas utilizam do que a saúde da mesma, ou pior, é preferível para esses tirar o máximo de proveito que a ovelha possa oferecer, e quando ela não tiver mais nada para dar, elas são destruídas ou dispersadas, sem dono, sem cuidado e sem direção, ou melhor elas só servirão enquanto derem algum retorno para o mercenário.

O Senhor Jesus ao voltar para Deus se preocupou em designar alguns ofícios com a finalidade de aperfeiçoar o desempenho para seu serviço, bem como, para a edificação do Corpo de Cristo, por isso, Ele mesmo concedeu "...e outros para pastores..." (Ef 4.10-12).

"Portanto, assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o SENHOR." (Jr 23.2).

Os pastores eram indiferentes, não as alimentavam, as espalharam; as afugentaram para enfrentar os lobos sozinhas; (não queriam responsabilidades); eles não as recolheram (visitaram) se importando com elas. Ora, se os pastores não as visitavam, alguém teria que visitar, ou seja, se a pessoa adequada não visita, outra pessoa descompromissada com Deus irá visitar e levar a comida contaminada, o remédio vencido e o agasalho rasgado, assim como o consolo superficial.

Os pastores são convocados a uma prestação de contas e se for constatado que não executaram sua missão conforme a vontade de quem o arregimentou para a labuta, serão cobrados, chamados à atenção, e castigados pelas más ações em deixar de cuidar das ovelhas, permitindo suas dispersão e afugentando-as.

Portanto, se os pastores não cuidarem da propriedade de Deus, este irá cuidar para que sejam penalizados, visto que não se interessaram pelo desígnio de Deus, o cuidado com as ovelhas.

Ter o ofício de pastor, é mais que um título, uma posição ou um privilégio, pelo contrário é ter o coração/sentimento de Deus sobre  a causa que abraçou, entretanto se o tal tiver esse pensamento e atitude, sem dúvida realizará sua obra com propriedade e terá recompensa pelo seu trabalho.

Para que alguém exerça com sabedoria e humildade essa tarefa é imprescindível que cuide das ovelhas como se fosse o próprio Deus cuidando, ou seja, tudo o que pensar em fazer com elas, pergunte-se a si mesmo como é que Deus faria se estivesse em seu lugar, agora!?

"E eu mesmo recolherei o resto das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; e frutificarão e se multiplicarão." (Jr 23.3).

Os vss. 3,4 predizem a volta do rebanho de Israel das terras para onde eles foram expulsos, com bons pastores para dirigi-los (trata-se da dispersão dos judeus). Os pastores levantados para corrigir o tratamento anterior teriam um trabalho mais árduo, reverteriam os males praticados pelos maus pastores; precisavam alimentar o rebanho através do retorno à Palavra de Deus e a volta dos valores perdidos. No Messias, a linhagem davídica será reconduzida ao  trono de Israel e Ele será o principal Pastor. Essa idéia é dada no vs. Jr 23.5. Zorobabel, Esdras e Neemias seriam pastores bons, ma apenas tipos de coisas melhores por vir (Jo 10.28 que prefigurava o próprio Cristo).

Já que os pastores designados não fizeram suas tarefas de casa, então, o próprio Dono das ovelhas avoca as responsabilidades, visto que o que não pode acontecer é a obra permanecer sem execução e as ovelhas sem direção.

As ovelhas têm dono! Elas são sensíveis e sabem qual a intenção de quem  as guia por representação de Deus!

A forma de falar com elas, o tratamento, a atenção, o despreendimento, tudo isso é percebido pelas mesmas, para que sintam confiança no pastor vai ser necessário muito esforço e dedicação, além dele ter que parecer muito com o próprio Deus, ou melhor as ovelhas necessitam enxergar nele o cuidado do próprio Senhor da Glória!

"E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o SENHOR." (Jr 23.4)

Ainda que o Deus Eterno assuma o compromisso inadiável, Ele fará questão de levantar pastores responsáveis para que cumpram seu propósito pré-estabelecido.

"Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador." (Jo 10.1).

Aprisco ou curral era um espaço descoberto, circundado por um muro baixo que fornecia proteção para o rebanho à noite. Simbolizava a salvação e a segurança de que desfrutam as ovelhas, mediante os cuidados tanto de Deus Pai como de Deus Filho. As ovelhas representam os discípulos verdadeiros do Reino, o quel,  quando este Evangelho foi escrito, era reputado como Igreja.

"...Aquele que não entra pela porta..." (Jo 10.1/a).

Ora, se alguém não quer ser identificado ou fazer conhecidas suas intenções, porém quer tirar proveito de alguma coisa, essa pessoa com certeza não vai entrar pela porta, a fim de não ser percebido. A porta tem a interpretação específica é a própria Pessoa de Cristo, através de quem (Jo 14.6) os homens entram no aprisco, o qual tipifica a savalção que há em Cristo Jesus.

"...mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador."  (Jo 10.1/b).

Todos aqueles que se aproximam das ovelhas do Mestre para oprimi-las burlam o acesso, ou seja, enganam as mesmas se disfarçando de pastor, com a finalidade de ganhar a confiança delas. O ladrão vem de alguma direção não costumeira para obter entrada forçada no curral.

Aquele... que entra pela porta é o pastor das ovelhas" (Jo 10.2)

"...pastor..." se deriva de uma raiz cujo sentido é protetor, sendo essa a idéia central de um pastor, proteger as ovelhas do mal. Esse Pastor que é o próprio Senhor Jesus Cristo, é idealmente bom, fazendo contraste com as ações egoístas e prejudiciais dos falsos pastores. Cristo cumpre cada pensamento de orientação, apoio, suprimento, segurança e auto-sacrifício, e o seu propósito geral é o de conduzir suas ovelhas a uma vida mais abundante neste mundo é a vida eterna no futuro. Entra pela porta = Significa aproximação sincera e transparente, ou seja, sua identificação aparente condiz com suas intenções e caráter.

"A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas, de modo nenhum, seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos." (Jo 10.3,4,5).

O porteiro mui provavelmente representa a Pessoa Bendita do Espírito Santo que além de conduuzir a toda a verdade, nos fará lembrar de tudo o que o Senhor Jesus ensinou e também convencer-nos do pecado, da justiça e do juízo (Jo 14.26; 16.8-13). Ouvir a sua voz (leia Jo 14.15 e 15.14).

As ovelhas conhecem a voz do pastor que encerra uma expressão levemente diferente e mais intensa do que a que encontramos, onde é dito que as ovelhas "ouvem" a voz do pastor. As ovelhas reconhecem a voz  do pastor devido ao contato e a experiência com ele, e assim "ouvem" com conhecimento com a consciência de que está sendo conduzidas pelo pastor e isso de maneira benéfica para elas, porquanto assim é que o pastor sempre trata as ovelhas.

O pastor as chama de vez em quando, a fim de lembrá-las de sua presença. Elas reconhecem a sua voz e continuam seguindo; porém, se algum estranho as chama, elas levantam a cabeça alarmadas e se a chamada se repete, fazem meia-volta e fogem dele; porquanto não reconhecem a voz dos estranhos.

O porteiro e as ovelhas conhecem o pastor, esse respeita as tais chamando-as pelo nome e as conduz para fora indo na frente, guiando, protegendo, orientando e percebendo os perigos e o melhor lugar para se alimentar, é interessante notar a posição que o pastor fica em relação as ovelhas, ele precisa estar na frente, dando exemplo, ou seja, ele é o primeiro a sentir o terreno, caso tenha alguma barreira ou buraco, o pastor é quem perceberá à primeira vista a dificuldade.

O cuidado com as ovelhas resume-se em:

Quando passares pelas águas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles não te submergirão; provavelmente se refere ao cuidado que o pastor tem de tomar quando o rebanho atravessa um curso d'água (Is 43.2).

Isaías 40.11 utiliza o comportamento do pastor carregando os cordeiros, e não empurrando as ovelhas com muita força na época que dão cria, para demonstrar o cuidado de Deus pelo seu povo: "Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os braços, recolherá os cordeirinhos e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente".

Qualquer ferida das ovelhas era untada com óleo de oliva (Sl 23.5) - o mesmo cuidado era empregado nos ferimentos humanos (Lc 10.34).

sexta-feira, 26 de março de 2010

CHORANDO AOS PÉS DO SENHOR

Por trás de cada choro existe uma razão motivacional, afinal, ninguém derrama lágrimas sem motivos, eles podem ser fisiológicos (ocorre internamente pelo sistema funcional do organismo humano, todo o processo para que os olhos lacrimegem) e/ou físico, psíquico-emocional.
"De que se queixa, pois, o homem vivente? queixe-se cada um dos seus pecados" (Lm 3.39)
Algumas razões motivacionais do choro:
  1. Antes de uma derrota (percepção do não alcance do objetivo);
  2. Depois de uma derrota (a reação do choro, nesse caso, é bem provável);
  3. Antes de uma vitória (chora para conquistá-la);
  4. Depois de uma vitória (quando vem à memória todo o sofrimento, que pela vitória é superado, então, a conseqüência é o choro, ex.: alguém diz: "estou chorando de alegria") ;
  5. Antes de uma má notícia (pré-sentimentos, algo que não se pode controlar);
  6. Depois de uma má notícia (dependendo da pessoa ou coisa com a qual é acometida o imprevisto);
  7. Depois de uma introspecção (reconhecimento de não satisfazer alguém, ou seja, desapontou alguma pessoa).
Algumas maneiras de como alguém chora:
  1. Chorando por remorso: É o choro ocasionado por um sentimento de tristeza superficial que leva à pessoa a chorar, mas que pela não profundidade, não alcança a mudança, a transformação, é o ficar triste por um erro causado, porém, ainda assim, está apto a executar de novo o mesmo erro. Ex.: Judas Iscariotes 'traidor',
    "Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo. Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se
    (Revista Atualizada Mt 27.3);
  2. Chorando por arrependimento: É o choro proporcionado por um sentimento de tristeza profundo que conduz à pessoa a derramar lágrimas; sendo a característica particular desse caso, a vontade, a determinação de mudar, ou seja, de não praticar o que fez de errado! Ex.: Caso Pedro, "E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente (Mt 26.75);
  3. Chorado por empatia: É o choro liberado do forma consciente, voluntário e altruístico; segundo a psicologia, é você se colocar no lugar ou na posição do outro e sentir o seu sofrimento, dores e pesares. Ex.: No primeiro momento, assim que viram o estado de Jó, os seus amigos se condoeram dele, embora depois não terem compreendido a situação "Ouvindo, pois, três amigos de Job, todo este mal que tinha vindo sobre ele, vieram cada um do seu lugar: Elifaz, o temanita, e Bildad, o suíta, e Sofar, o naamatita; e concertaram juntamente virem condoer-se dele, e consolá-lo. E, levantando de longe os seus olhos e não o conhecendo, levantaram a sua voz e choraram; e rasgando cada um o seu manto, sobre as suas cabeças lançaram pó ao ar. E se assentaram juntamente com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande (Jó 2.11-13).
Texto Áureo
"senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai;" Tg 4.9/a
A percepção da situação é o primeiro passo para o reconhecimento da causa motivacional do choro. Fechar os olhos para a realidade é o mesmo que não querer aceitar o que foi inevitável como fruto da má conduta anterior (observe o ditado popular, 'não adianta chorar o leite derramado', ora, se o leite derramou não tem como colocá-lo de volta ao copo, ou seja, não é recomendável chorar PORQUE o leite está derramado, mas sim, chorar POR QUAL razão ele derramou, a fim de não derramar de novo!).
"converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza" Tg 4.9/b
Não adianta fazer de conta que a miséria, a derrota e a calamidade não chegou, e o pior ainda é o indivíduo sorrir em meio a essa situação, como se nada estivesse acontecido, portanto, ao invés de vós estarem sorrindo, devem estar pranteando, pois o momento não é para rir!
Leitura Bíblica
Quando Deus é trocado pela mentira!
"E estendem a sua língua, como se fosse o seu arco, para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para a verdade, porque avançam de malícia em malícia, e a mim me não conhecem, diz o Senhor" (vv. 3)
Para se conhecer a Deus precisa de arrependimento (Os 6.3 - "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor: como a alva será a sua saída, e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.", arrependimento, o povo de Judá não tinha); precisa aceitar e reconhecer o senhorio de Cristo (Jo 8.32,36 - "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres"). Quem não conhece a Deus, não é liberto do pecado, logo, seu coração está cheio de malícias, e sua ferramenta é a mentira, pois está é usada para executar a malícia.
"E zombará cada um do seu próximo, e não falam a verdade: ensinam a sua língua a falar a mentira; andam-se cansando em obrar perversamente." (vv. 5)
Observe que o texto diz que eles ensinavam a mentir, logo nos vem ao pensamento que é mais fácil ensinar a uma criança do que a um adulto (pesquisas apotam para isso), então, o que você ensina a criança hoje, amanhã ela praticará!
"A tua habitação está no meio do engano: pelo engano recusam conhecer-me, diz o Senhor." (vv. 6)
Deus foi desprezado pela mentira das imagens de esculturas, os 'ídolos', estes tomaram o lugar de Deus do coração dos habitantes de Judá.
"Portanto, assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que eu os fundirei e os provarei; porque, de que outra maneira procederia com a filha do meu povo?" (vv. 7)
O Deus Eterno, avisa, repreende e exorta, entretanto, existe momento que Deus precisa nos provar (castigar), para que venhamos a acordar do mal no qual estamos mergulhando cada vez mais. O Senhor jamais seria conivente com o pecado, "..., que o culpado não tem por inocente, e visita a iniquidade dos pais sobre os filhos, até à terceira e quarta geração" (Nm 14.18).
"Uma flecha mortífera é a língua deles; fala engano; com a sua boca fala cada um de paz com o seu companheiro, mas no seu interior arma-lhe ciladas." (vv. 8)
A falsidade e o engano predominava nas relações inter-pessoais, não dava para confiar em ninguém, "Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!" (Jr 17.5).
"Porventura por estas coisas não os visitaria? diz o Senhor; ou não se vingaria a minha alma de gente tal como esta?" (vv. 9)
Enquanto estiver tudo correndo como Deus quer, Ele não precisava visitá-los para corrigi-los, porém, quando está indo de mal a pior (com aqueles que são chamados pelo Seu Nome), então, nesse caso será preciso a intervenção divina para executar o juízo e fazer voltar tudo a normalidade de acordo com a sua vontade; Deus se vinga daqueles que não fizeram caso Dele!

ANUNCIANDO OUSADAMENTE A PALAVRA DE DEUS

Texto Áureo
Anunciar a Palavra de Deus com ousadia é o mesmo que pregá-la com força de sentimentos, de arrependimento, de sensibilidade espiritual ativa e com muita certeza do que está sendo anunciado. Anunciar a Palavra a quem não conhece ou a quem não professa a nossa fé é uma coisa; agora imaginem anunciá-la com toda ousadia e intrepidez à pessoas que um dia dia andaram com o Senhor Jesus, qual seria o tom? Será que seria o mesmo do que fosse com uma pessoa que nunca sentiu as benesses do Criador?
Leitura Bíblica
"Vós os que entrardes por estas portas" Jeremias pregava para os crentes da época (ou pelo menos achavam ou ainda pensavam que eram crentes), pois, como outrora colocado, uma coisa é pregar para os incrédulos, outra, totalmente diferente é pregar a Palavra de Deus para os que conheceram um dia, o Caminho, e a Verdade, e a Vida (Jo 14.6).
Ninguém engana a Deus! O fato de ir ao Templo, fazer parte da liturgia do culto, cantando, pregando ou executando qualquer outro serviço e achar que tudo isso irá contar como fator "misericórdia" para livrar ou isentar alguém do juízo divino, quem pensar/fizer assim estão completamente enganado, pois o que o homem semear isso também ceifará (Gl 6.7). O homem pode ser enganado pela aparência, mas Deus vê o coração (1 Sm 15.22; 16.7).
A obediência se torna um tipo de régua utilizada por Deus em seus julgamentos (Mt 25.21,23; Lc 19.17).
"para adorardes ao Senhor" Para adorar ao Deus Eterno se faz necessário um coração limpo, arrependido, aberto, quebrantado e contrito, desse o Senhor não estará longe (Sl 51.17). Adorar a Deus à tarde tendo pela manhã se prostituído diante dos deuses, na manhã seguinte da adoração a Deus, voltar a pecar (quando foi adorar a Deus já estava com o pensamento de mais tarde, transgredir o mandamento do Senhor!), ou seja, está num círculo vicioso, é como o indivíduo que aceita a Cristo hoje, mas como não tem sustentação, volta ao pecado, que logo após, sente remorso e retorna a Cristo, então, uma pessoa desse tipo tem vontade de ser fiel, entretanto, basta uma atitude de querer melhorar, para quando se voltar a Cristo, sinta um desejo de pecar ou pensar em até como poderá ser o próximo pecado!
"melhorai o vosso caminho..., e vos farei habitar neste lugar" Quem é que vai a igreja a fim de ser repreendido?, porém esse era o único lugar que o povo poderia dar mais atenção ao profeta. Qual o indivíduo que quer ser tratado como escravo?, Sair de sua Pátria contra sua própria vontade?, ver seus parentes e amigos sendo mortos pela negligência da prática da vontade de Deus?"
"palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor,..." O fato de o Templo ter sido construído para adoração a Deus, e de até qualificarem-no pelo nome do Senhor, porém, tudo isso não é capaz por si só de autenticar a presença do Eterno entre quatro paredes, pois a presença do Eterno não é limitada por caprichos ou pela presença de pessoas na igreja aparentando serem fiéis 'falsos religiosos' (Mt 7.15; 23.25,28);
Deus não estava ali! e conseqüentemente não recebia aquelas pseudo-adorações 'sacrifícios', melhor é obedecer para despois sacrificar! e não o contrário.
Pecados sociais e contra o próprio Deus (de forma direta) que envolviam a situação:
  1. Falsos juízos (vv. 5);
  2. Opressão aos estrangeiros, órfãos, viúvas; (vv. 6)
  3. Homicídios (vv. 6);
  4. Idolatria (vv. 6);

Recompensa (se forem fiéis) dentro calamidade, só Deus pode contemplar dessa forma!

Só habitarão na terra se forem fiéis, arrependam-se! A promessa usufruída (será condicionada ao compromisso para com o Eterno).

OS PERIGOS DO DESVIO ESPIRITUAL

Jeremias 2.13 - Deus se compara a um "manacial de águas vivas". Ora, se temos uma fonte de água que através desta podemos nos saciar, beber à vontade e na hora que desejarmos, enfim, temos tal manacial disponível na nossa vida, por que iremos ter o trabalho de cavar uma cisterna furada (procurar em quem depositar a nossa fé?), visto que já temos de onde tirar água, não sendo necessário se esforçar pra conseguir uma coisa que já possuímos!?
Um cenário semelhante é o do "bezerro de ouro". Parece que Israel queria algo novo, como as outras nações, teria a opção de escolher qual deus honrar (Aquele que tirou nossos pais do Egito é uma opção certa, mas queremos algo diferente para que possamos dizer 'esse serve pra isso, aquele é especialista nisso, precisamos de algo que possamos apalpar, ver, acreditar em algo que não estamos vendo é difícil de aceitar! ... etc.).
Abandonar a fé em Deus, é como usufruir da bênçãos do Senhor, conhecer seu propósito para conosco e depois jogá-lo fora, como se fosse um copo descartável, ou seja, dizem eles: "foste útil até sairmos do Egito e entrarmos em Canaã, daqui pra frente não precisamos mais de você!".
Duas maldades:
  1. Além de deixarem de servir ao Senhor, o que se enquadra em um sinal de irresponsável ingratidão depois de tudo o que o Deus Eterno fez pelo povo, mesmo quando ainda eram escravizado por Faraó.
  2. Se não bastasse o primeiro erro; foram se dobrar, adorar a um deus que é infinitamente inferior, que não pode ajudar, que não teve nada a ver com a travessia do povo pelo deserto, que não teve participação nas providências sobre as necessidades básicas do povo.

Observe que Deus quis arrancar todos os habitantes de Canaã, pois foram muito rebeldes contra a vontade de Deus, e ainda assim permanecer com uma terra fértil, seria um contraste, ou seja, Deus tira do ímpio para entregar ao seu povo as benesses da terra, porque o seu povo denota fidelidade, por isso merece o melhor, porém, quando esse mesmo povo depois de ser agraciado por Deus, estabelecem limites territoriais, instalam-se na Terra Prometida, pecarem, transgredirem os mandamentos do Senhor, o mesmo permitirá que outro povo venha e tome posse daquela terra que um dia foi transferida para os agora desobedientes.

Em Jeremias 2.2 - O Senhor faz questão de lembrar de como os ambulantes do deserto, procuravam providências pelo menos enquanto estavam em terra muito seca, pra onde a nuvem da presença de Deus ia o povo seguia, em outras palavras havia uma certa dependência do povo para com o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Que momentos sublimes, oh! Deus! ser procurado, almejado quando estavam em perigo, com fome e sede, entretanto, O Deus Eterno deseja ser querido também nas horas de bonança, fartura e alegrias!

O perigo maior do desvio espiritual é a morte espiritual, pois o indivíduo morrendo fisicamente estando morto espiritual, a Palavra do Eterno indica que tal pessoa participará também da morte eterna (Ap 21.8)

A apostasia de Israel, o abandono da fé dos israelitas retrata a seguinte situação: Se O Eterno ocupava o espaço no coração deles, era o centro de suas vidas, então, se deixaram o Senhor, abandonaram a fé no Altíssimo, traíram a confiança de Deus, logo, aquele espaço ocupado pelo Senhor, agora ficou vago, eis aqui o primeiro problema, o vazio dentro do ser humano, quando este se encontra nessa situação, o mesmo procura ocupá-lo com alguma coisa que lhe traga algum benefício, porém, caso não preste bem atenção poderá ocupá-lo com algo extremamente perigoso, eis aqui o segundo problema, que afetará sua vida espiritual, física, emocional, profissional e até a sua condição na eternidade, o que é pior!

JEREMIAS, O PROFETA DA ESPERANÇA

Vamos conhecer um pouco sobre a personagem em questão
JEREMIAS [Heb. Javé É Elevado; Jeová é eleva ou Jeová lança, ou seja, o Senhor (YHWH) designa ou estabelece]. Suas profecias inverossímeis foram muito atacadas na sua época, mas eram inabaláveis palavras divinas, conforme psterior comprovação. O próprio título anuncia essa certeza. Profeta nascido em família de sacerdotes, em 647 a. C., aproximadamente, na cidade de Anatote, uma cidade sacerdotal distante cerca de 5 Km a nordeste de Jerusalém. Era filho de Hilquias, que foi provavelmente o sumo sacerdote na ocasião da reforma de Josias. Hilquias foi também bisavô de Esdras (Ed 7.1). Foi chamado ao ministério profético através de uma visão {Jr 1.4-10}. Profetizou durante 40 anos (aproximadamente 627-586), aconselhou 5 reis e 1 governador de Judá, bem como os rebeldes judeus restantes que fugiram para o Egito. nos reinados dos cinco últimos reis de Judá (627 a 587 a.C.). As autoridades não recebiam bem as suas mensagens. Jeremias foi rejeitado, perseguido e preso pela casa real em Jerusalém muitas vezes (Jr 37.15), e depois da destruição da Cidade Santa foi levado cativo ao Egito, contra a sua vontade. Alguns episódios de sua vida estão narrados no seu livro (Jr 26; 28; 32; 35-43). Viu a destruição de Jerusalém e chorou por ela. É também conhecido como o Profeta das Lágrimas. Nabucodonosor cuidou dele depois da destruição de Jerusalém {Jr 39.11-12}. Foi forçado a ir para o Egito {Jr 43.6-7} e lá, em adiantada velhice, e a tradição judaica diz que ele morreu em Mênfis, no Egito, por volta de 577 a.C. (Jr 43.4-7). V. LIVRO DE JEREMIAS, e LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS. JEREMIAS, LIVRO DE Livro que contém as mensagens do profeta JEREMIAS. A autoria de Jeremias é fato provado e não tem sofrido séria contestação. Pode ser confirmada de dois modos:
  1. Internamente, o livro tem numerosas referências biográficas e autobiográficas de Jeremias como autor e Baruque como escrivão ou secretário. Nenhum ouro profeta teve o seu nome repetido tantas vezes quanto Jeremias (131). Baruque é mencionadovinte e três vezes.
  2. Externamente, o livro é atribuído Jeremias em Daniel 9.2 e Esdras 1.1, bem como em tradições judaicas.

A formação de Jeremias é toda ela envolvida com profecia. Por esse motivo, sabe-se mais da vida pessoal desse profeta do que qualquer outro. Em muitos casos, suas ações tornavam-se parte da mensagem. Das seguintes observações pode-se traçar o perfil do profeta:

  1. Foi instituído profeta pelo Senhor antes do seu nascimento (Jr 1.5) e chamado pelo Senhor no décimo terceiro ano do reinado de Josias, aos 20 anos de idade, aproximadamente (Jr 1.2).
  2. Não se casou, pois o Senhor proibiu que o fizesse como um sinal ao povo da próxima destruição de Jerusalém (Jr 16.2 e ss).
  3. Apesar de ser um homem compassivo e profundamente sensível, Jeremias foi chamado para um ministério em que proclamou inexorável julgamento contra a nação. Considerado um traidor devido a esses julgamentos, parece que não viu uma só pessoa converter-se no seu longo ministério de mais de quarenta anos.
  4. Embora impopular e desprezado quando profetizava e insistia na submissão à Babilônia, tornou-se mais tarde o herói popular dos restantes judeus exilados, depois de as suas predições de julgamento serem cumpridas e de o povo lembrar também das suas predições de uma futura libertação e retorno.

Ele anunciou o castigo que Deus ia mandar e ainda estava vivo quando as suas profecias se cumpriram {Jr 52}. Mas Jeremias disse que um dia os israelitas iriam voltar para a sua terra e que seriam de novo uma nação. Ele falou também de um tempo em que Deus faria uma nova ALIANÇA com o seu povo. Essa aliança seria cumprida de livre e espontânea vontade, pois a lei de Deus estaria gravada no coração das pessoas {Jr 31.31-34}. Seus discursos proféticos estão intercalados com a história do próprio profeta e também de seu povo. Essas profecias não estão dispostas na mesma seqüência cronológica em que foram proferidas. O livro abrange o reinado de Josias e vai até o cativeiro na Babilônia.

Os capítulos 1 - 12 se encaixam no reinado de Josias. O capítulo 11 parece ser uma referências ao achado do livro da Lei (2 Rs 22.8-13). Os capítulos 13-20 parecem se encaixar no reinado de Jeoiaquim, mas outros capítulos podem estar conectados a eles (22, 25, 26, 35, 36 e 45). Os capítulos 22 - 24 e 27 - 30 são do reinado de Joaquim, filho de Jeoiaquim.
Há uma série de profecias contra as nações inimigas, proferidas em datas diferentes e agrupadas a partir do capítulo 46: Egito, Filístia, Moabe, Amom, Edom, Síria, Elão, Hazor, sendo que os capítulos 50 e 51 falam sobre a Babilônia. O último capítulo descreve a destruição de Jerusalém e o cativeiro de Judá (52).
Duas vezes a palavra profética fala do retorno de judá após os 70 anos na Babilônia, que deu ao povo esperança da reconstrução nacional (Jr 25.11; 29.10). Jeremias anunciou a vionda do Messias, o rei da descendência de Davi (Jr 23.5, 6). O livro é citado muitas vezes no Novo Testamento:
Jr 7.11 (Mt 21.13)
Jr 9.24 (1 Co 1.31)
Jr 10.7 (Ap 15.4)
Jr 11.10 91 Ts 2.4)
Jr 17.10 (Ap 2.23)
Jr 22.5 (Mt 23.38)
Jr 25.10 (Ap 18.22, 23)
Jr 31.15 (Mt 2.17)
Jr 51.7-9 (Ap 14.8; 17.2, 4; 18.3, 5)
Jr 51.63,64 (Ap 18.21)
LAMENTAÇÕES, LIVRO DE Seu título em hebraico é (Eichah), como?, a palavra do livro. Na Septuaginta seu nome é (Thernoi), no singular (threnos), que significa "lamento, gemido, cântico de dor, cântico fúnebre". Segundo os escritores latinos, como também na Vulgata Latina, o livro é identificado como Lamentationes ou Lamenta. É parte dos Hagiógrafos, o quarto livro dos Megilloth, no Cânon Judaico, e é lido em 9 de Av (julho-agosto), data do jejum pela destruição do Templo (2 Rs 25.,8, 9).
São cinco capítulos compostos em forma poética que vêm como um apêndice às profecias de Jeremias. O livro é, na verdade, o cântico fúnebre da Cidade, e exprime o sentimento de dor pela desolação de Jerusalém e pela destruição do Templo. Rico em expressão patriótica, seu objetivo é trazer os judeus ao arrependimento e ensinar o povo a não desprezar o castigo divino. No Novo Testamento há uma reminiscência de Lamentações (Lm 3.45; 1 Co 4.13).
LAMENTAÇÃO sobre a destruição de Jerusalém e sobre o sofrimento do povo que participou dela, em 587 a.C. O autor faz uma confissão de pecados cometidos pelo povo e pelos seus líderes, reconhecendo ter sido justo o castigo que a cidade e seu povo receberam {Lm 1.18}. Porém conforta-se na misericórdia de Deus e roga que ele mais uma vez ajude e restabeleça seu povo. Segundo a tradição judaica e a Cristã, Jeremias é seu autor.

CENÁRIO HISTÓRICO

DATA EM QUE FOI ESCRITO 627 - 580 a. C.

  1. O ministério de Jeremias começou no reinado de Josias e continuou em Jerusalém durante os dezoito anos de reforma e os vinte e dois anos de colapso nacional.
  2. Forçado a ir para o Egito com o resto rebelde em 586, ali profetizou durante cinco anos talvez, condenando a idolatria dis judeus (Jr 44.8) e anunciando a vinda próxima de Nabucodonosor para conquistar o Egito (o que ocorreu em 568).

CENÁRIO POLÍTICO

  1. No cenário internacional, foi essa uma época de as nações manobrarem pela primazia do mundo. As três nações mais envolvidas eram Assíria, Babilônia e Egito. Em 626, Nabopolassar da Babilônia, com o auxílio dos medos, tomou essa cidade das mãos dos assírios, que vinham controlando o poderio mundial por quase dois séculos. Em 612, destruíram Nínive e em 610 tomaram Harã. Em 605, a Babilônia derrotou o exército egípcio em Carquemis e assumiu o controle da palestina. Desse modo, Nabucodonosor, chegou ao auge do poder em 605, ano da morte do seu pai, apesar de o Egito só ser conquistado em 568. Durante a maior parte daquele período, o Oriente Médio esteve em tulmulto, e Jeremias advertia em vão os filhos de Josias a submeterem-se à Babilônia.
No cenário nacional, o período da profecia de Jeremias foi dos mais negros da história judaica, pois os pecados dos antepassados (idolatria) foram punidos com julgamento divino. Esse julgamento consistiu em quatro tragédias nacionais em Israel:
  • Em 609, Josias foi morto em megido quando tentava impedir que Faraó Neco auxiliasse a Assíria na batalha com a Babilônia. Essa morte, depois da grande reforma e da expansão política de Josias, foi uma das maiores tragédias ocorridas em Israel, profundamente lamentada por toda a nação.
  • Em 606, Nabucodonosor libertou Jerusalém do controle, e em seguida começou a deportar os judeus, levando alguns membros da família real para a Babilônia, Daniel entre eles. Seu propósito era treiná-lospara o serviço do governo.
  • Em 597, Nabucodonosor teve de mandar o seu exército a Jerusalém em duas ocasiões a fim de sufocar a rebelião de Judá e o seu alinhamento com o Egito. Na primeira vez, o rei Jeoaquim foi morto e "largado ao calor do dia e à geada da noite " (2 Cr 36.30); na segunda, Joaquim foi levado para a Babilônia de pois de um reinado de três meses. Nessa ocasião Nabucodonosor saqueou a cidade e os tesouros agrados do templo, e exilou para Babilônia a camada mais alta da população (2 Rs 24.11-16).
  • Em 586, Jerusalém e o templo foram destruídos por Nabucodonosor depois de outra rebelião em cerco de dois anos à cidade. Essa destruição foi histórica, repercurtiu em todo o mundo, e era quase inconcebível para a mentalidade judaica, que via Jerusalém como parte do destino eterno da nação.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O Princípio Bíblico da Generosidade

Significado de "Generosidade"
Enciclopédia Orlando Boyer = Liberalidade, Magnanimidade.
Dicionário Silveira Bueno = Bondade, gentileza.
No grego é "aplotes" significa sinplicidade, sinceridade, franqueza, singeleza.
No sentido padrão cristão a generosidade não se mede pela abundância dos dons, e, sim pela quantidade dada em confronto com os recursos possuídos, como também em comparação com o espírito vonluntário com que essas dádivas são feitas (II Co 9.7). Exige um sacrifício!
II Co 8
v.1 - O que Paulo apresenta aqui é uma forma de argumento, essa liberalidade da graça divina deveria provocar uma liberalidade correspondente, da parte daqueles que tinham sido por ela privilegiado.
"Concedida" no gr. "didomi" = dar, que foi divina e gratuitamente outorgada.
Essa graça requer a reação acolhedora, e que, por sua vez, ela gera o espírito de generosidade.
v.2 - "muita prova de tribulação" os romanos haviam desnudado a Macedônia de suas riquezas, parece que houve perseguições empobrecedoras.
"abundância de alegria" no gr. "perisseo" mais do que suficiente, excesso, transbordante (Gl 5.22 - parte do Fruto do Espírito).
O cálice estava vazio, mas, contribuiram cada um que transbordou como riqueza da generosidade, a combinação desses dois elementos: pobreza x alegria em contribuir.
v.3 - Era uma contradição com suas condições e recursos o fato de terem dado tanto como contribuíram. Estavam sensibilizados, sabiam muito bem o que era passar necessidades.
Alguma operação especial tivera lugar entre eles, não contribuíram meramente como quem simbolizava, mas sim, o fizera como homens transformados pela graça divina. Tinham-se tornado um pouco mais semelhantes a Cristo, Este sempre quis viver em favor dos outros.
"se mostravam voluntários" no gr. "authairetor" = por vontade própria, não houve pressão por parte de Paulo.
v.4 - "assistência" no gr. diakonia indica serviço, ajuda. Os crentes macedônios queriam fazer parte dessa ministração para as necessidades físicas de um grupo de crentes que desconheciam, estavam unidos em espírito e em propósitos.
A vantagem da reciprocidade
Quem delas recebem têm satisfeitas as suas necessidades, percebem a operação da graça do Espírito.
"Quem contribui" = Deus há de aumentar as possibilidades de continuar ajudando (II Co 9.10), mais bem aventurado é dar do que receber, pois está tendo pra dar.
v.5 - o ideal é dedicar-se primeiramente ao Senhor, depois ao alheio (note que as contribuições foram destinadas aos irmãos na fé), contudo, isso não quer dizer que não possamos ajudar até mesmo os ímpios, pelo contrário precisamos ajudá-los, sim, porém primeiro os da fé, depois os de fora!
"e depois a nós" pois o apóstolo se inclui, porque a obra missionária precisa de investimento.
II Co 9
v.6 - Ajuda àqueles que está em necessidade e provoca a bênção divina sobre aquele que dá (motivado pelo amor).
"pouco" no gr. "phedomai" reter, poupar, refrear-se. Refrear-se de dar é não poder receber.
A fartura é abençoada com a fartura (ou, como diz esta tradução portuguesa, ... "com abundância" a generosidade não depende da quantia real dada, mas antes, do Espírito por detrás da dádiva, que leva cada qual a dar de acordo com suas posses, embora impondo um sacrifício.
Assim sendo, se alguém contribuir com pomposa soma de dinheiro, mas com o propósito de autogloriar-se, se apresentar ou com base em algum outro motivo inferior, nenhuma liberalidade da parte de Deus poderá ser esperada, porquanto Deus lê os corações dos homens.
v.7 - "segundo tiver proposto no coração" esse dar não deveria ser feito motivado por mero impulso, embora, algumas vezes, isso acontece, se o coração de alguém é generoso, mas o dar impulsionado não é suficiente, as necessidades que existem ao nosso redor requerem de nós que o nosso coração (a própria alma) seja generoso. Na alma, outrossim, deve haver um certo "propósito" nesse dar, pois sempre haverá necessidades.
O dar pode começar pelos dízimos, mas o crente deve muito mais do que isso, e a maioria das pessoas, verdadeiramente espirituais, dá muito além desse limite.
O dar não pode estar baseado em nossos sentimentos apenas, pois estes podem alterar-se no dia a dia.
"não com trsiteza" um indivíduo pode entristecer-se no coração, por estar perdendo algo que lhe parece de valor, mas não considera que isso é ganho de outrem, e nem reputa sua doação como um serviço espiritual, porquanto sua motivação é errada. Dar por pressão ao senso do dever!
"Deus ama a quem dá com alegria" tal ação é digna de recompensa (Dt 15.10).
v.10 - A origem do pão, do sustento físico, é Deus!
Deus "multiplicará" essa colheita ao ponto em que aquele que tiver "semeado" isto é, tiver dado a outros, ainda terá muito para si mesmo, de tal modo que jamais possa ser empobrecido por suas doações.
Em nosso poder está somente o semear, mas não o multiplicar, como também não podemos garantir a colheita.
O que Paulo queria dizer é que a semeadura abundante jamais arruinará o semeador, bem pelo contrário, é justamente isso que garante uma colheita rica.
v.11 - A expressão " toda generosidade" indica que haverá uma atitude recíproca de generosidade por parte dos crentes de Jerusalém, para com os crentes Coríntios; os crente de Jerusalém não seriam capazes de dar sustento físico a outros, mas teriam um espírito mais generoso. O próprio ato de dar promoveria um espírito mais livre e extrovertido, mediante o que não somente bênçãos espirituais. De todo o modo como um espírito gentil e generoso puder beneficiar ao próximo, nosso bom exemplo produzirá tal multiplicação de bênçãos.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Exortação à Santificação

Original Hebraico
Santidade = "qadash" e está relacionado com "chadash" = brilhar (Êx 34.29-35; At 6.15); possui raiz "qad" = cortar, traz idéia original de separação.
Moisés subiu no Monte Sinai, a fim de receber as tábuas do Testemunho, no entanto, quando o Eterno desceu com Seu poder e Glória, o rosto de Moisés ficou resplandecente ao ponto de o povo não conseguir fitar os olhos em Moisés quando o mesmo desceu do Monte, foi necessário Moisés por um véu, pois todo aquele que se aproxima do Santo por Excelência recebe também parte de sua santidade, note que Moisés não se apercebeu do brilho em seu rosto, mas o brilho estava lá, ou seja, parte da santidade de Deus foi dispensada ao representante de Deus.
Conceitos
Exortação (Dic. Aurélio; Dic. da Bíblia de Almeida)
Diferente da repreensão que é o mesmo que censurar com palavras severas e enérgicas, a exortação traz um sentido mais ameno, porém, não menos importante do que o primeiro, como o de conselho, advertência, admoestação, animar e estimular.
Aconselhar, animar, encorajar (cf. Rm 12.8; Tt 2.15).
O verbo "exortar", que corresponde a parakaleo (no grego), não tem o sentido de repreender.

Santificação (Dic. Aurélio; Dic. da Bíblia de Almeida)

É diferente de Justificação = "Todos pecaram..." (cf. Rm 3.23), somos justificados pela fé no sacrifício de Cristo, somente assim passamos do estado de injustos para justos, pois agora temos um advogado que intercede por nós (cf. 1 Jo 2.1).
É diferente de Regeneração = É semelhante ao novo nascimento, ou seja, no ato da conversão a regeneração é executada, logo, é instantânea; ninguém pode estar ao mesmo tempo vivo e morto espiritualmente (cf. Jo 3.3.5; Tt 3.5).
É diferente de bondade ou melhoramento moral, porque qualquer um pode realizar caridades, mas, a santidade não é medida pelas obras, mas sim, pelo relacionamento e posição diante de Deus, em outras palavras quanto mais nos aproximamos de Deus com o coração sincero, mais nos tornamos parecidos com Ele!
Ato ou efeito de santificar-se;
Ato, estado e processo gradual de se tornar santo (cf. Rm 6.19-22; 1 Ts 4.1-7);
É realizada na vida do salvo pela ação do Espírito Santo (cf. 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2).
Etapas da Santificação
1 - Mortificação do velho homem (cf. Rm 6.6; Gl 5.24)
2 - Vivificação do novo homem (cf. Rm 6.4,5,11; Gl 2.19; Cl 2.12; 3.1,2)
Obs.: A santificação na vida do servo (a) não chega aos 100 % aqui na terra, o justo (a) alcançá-lo-á quando da chamada particular de Deus ou no arrebatamento da igreja, momento este que o nosso corpo será transformado em corpos gloriosos.
Texto Áureo
Para a expressão "temos tais promessas" o apóstolo traz a citação da promessa com uma certeza tão grande de seu cumprimento que somente por termos tais promessas é motivo suficiente para buscarmos a purificação [carne = matéria; espírito = parte imaterial voltada para a realização da vontade de Deus que foi contaminada por causa da ligação com a parte material pecaminosa, cf. (Sl 51.10)].
Apesar de termos iniciado o processo de santificação quando nos entregamos a Cristo, é importante que a santidade em nossa vida seja aperfeiçoada, ou seja, alguém só aperfeiçoa algo se esse algo já fizer parte de sua vida, ademais, o doutor Paulo estava se reportando a alguém que já possuía um certo grau ou certa experiência de santificação para com Deus; para que esse processo se realize é necessário respeito, reverência, reconhecimento e aceitação do Senhorio de Cristo, pois como haverá santidade (separação do pecado) se a única forma ou meio de nos afastar do pecado está sendo desprezado?
Leitura Bíblica
2 Co 6.14 - É bem verdade que devemos nos afastar do pecado (Sl 1.1), mas isso não quer dizer que temos que nos afastar das pessoas ímpias, pelo menos até certo ponto, se eu sei que me aproximando de uma pessoa rebelde não vou conseguir ganhá-la para Cristo ou trazê-la para o nosso lado, então estou ciente de que ela com mais facilidade ela poderá me tirar da presença de Deus ou se não temos segurança para tal, logo, devemos entender que esse "jugo desigual" é (nos submetermos à maneira igual dos infiéis, ao ponto de abandonar-mos nossa conduta cristã pela forma ímpia de viver) é justamente por isso que o apóstolo trata em outras palavras, ele estava tentendo dizer que podiam se relacionar, conversar, dialogar com os incredúlos, mas, não se deixem levar pelas suas más condutas, afinal, somos diferentes na prática de comportamento.
Sociedade dá uma idéia de participação mútua visando a um determinado fim, é bem verdade que a finalidade da injustiça é agir erradamente com aparência de verdadeiro, então a justiça sempre andará em direção e sentido oposto ao da injustiça não há como fazê-las andar em harmonia, suas naturezas e conceitos são inversamente proporcionais.
Comunhão simboliza uma mistura de pelo menos duas substâncias que após entrarem em contato uma com a outra não se percebe quem é quem pelo todo, mas sabemos que elas estão ali, pois foram unidas só que existem por exemplo substâncias líquidas que não se misturam, porque suas essências se contrapõem é o caso da 'água' e do 'óleo', depois de estarem num mesmo recipiente, podem balançar, mexer pra lá e pra cá ou fazer o que for, entretanto, água e óleo apesar de estarem presentes muito próximos ou num mesmo ambiente, elas não se unem, da mesma forma podemos entender que luz/trevas são diferentes por naturezas, assim somos um paradigma em meio a uma gama de infiéis (cf. Jo 3.6).
2 Co 6.15 - O fato é de que não devemos viver enclausurados, santificação não é isso, viver isolado dos outros, se trancar em um quarto para jejuar, orar e ler a Bíblia até a volta de Cristo, pelo contrário, dentro do processo da santificação é necessário qua haja relacionamentos interpessoais, pois faz parte do processo de santificação, entretanto temos que perceber que a separação que define uma "pessoa santa" é o afastamento dos maus desígnios e comportamentos e não das pessoas em si, exceto quanto da roda dos escarnecedores (cf. Sl 1.1); o que devemos levar em consideração é que não deve haver concórdia entre Cristo e belial, nenhum ímpio deve ser fonte de consulta para o servo de Deus, infelizmente muitos cristãos sem direção, recorrem a conselhos de pessoas descompromissadas com Deus, logo, a resposta terá o mesmo peso.
2 Co 6.16 - Um certo contato deve existir entre o justo e o injusto, como no exemplo da água/óleo se contactavem, mas não se misturavam, afinal como convenceremos estando longe, sem comunicação (cf. Rm 10.17); o nosso corpo é consagrado a Deus e o corpo dos incrédulos é consagrado aos ídolos, então não há como entrar em consenso, porque um sempre estará certo a luz da Bíblia e o outro não!
2 CO 6.17 - Dá-nos a entender que a expressão "saí do meio deles" nos mostra um quadro semelhante ao do (Salmo 1.1) um cristão no meio da roda dos escarnecedores, nesse caso, dificilmente teremos êxito em convencê-los e levá-los a Cristo, no mínimo o que pode acontecer é zombarem do servo (a), quando sabemos que não teremos chance, a melhor opção é se afastar do contigente. Isso não quer dizer que em uma outra oportunidade estando a sós com qualquer deles não devemos falar de Cristo, pelo contrário, agora é a hora mais apropriada, pois o grupo foi enfraquecido!
2 Co 6.18 - Um princípio familiar esclarece essa abordagem, que é o pai e os filhos que comungam das mesmas coisas, moram num mesmo ambiente e o filho tem o sangue do pai, ou seja, o filho naturalmente vai seguir os passos do pai, a princípio por imitação e depois por consciência, pois está no sangue a hereditariedade.
2 Co 7.8 - Falar a verdade no momento, com a pessoa e no lugar certo traz um alívio para quem se expressa e para quem recebe talvez seja um choque e cause tristeza, mas no caso de Paulo, ele não se arrependeu, se os coríntios iriam ficar tristes com a palavras, pois Paulo sabia da salutar necessidade de ouvirem tais palavras, porque por estas cresceriam na fé, o apóstolo se arrependeu por momento, mas ele sabia que era para o bem deles, qual é o pai que quer ver o filho triste?
2 Co 7.9 - Paulo se alegrava não porque ficaram tristes, mas porque essas tristezas foi para mudança de atitudes, de maneira que só foi para benefício deles mesmos.
2 Co 7.10 - A tristeza pela vontade de Deus no indivíduo gera arrependimento para a salvação, e por esta ninguém se arrepende.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Subsídio para Lição Bíblica Dominical

Lição 2 - 10 de Janeiro de 2010
O Consolo de Deus em Meio à Aflição

Conceitos extraídos do Dicionário Aurélio

consolo[Do fr. console.] Substantivo masculino.

1.Arquit. Peça saliente na parede de um edifício, destinada a suportar elementos que se projetam, ou a receber vasos, estátuas, plantas, etc.

2.Tipo de mesa de encostar, dotada de pés ornamentais, sendo muitas vezes presa à parede e suportada por uma espécie de cantoneira (de madeira esculpida, de ferro batido, de pedra, etc.).

3.Mús. Nos órgãos, peça móvel onde estão postos os teclados, os registros e a pedaleira. 4.Mús. A parte superior das harpas; modilhão. [Cf. consolo (ô), s. m., e pl. consolos (ô).] aflição[Do lat. afflictione.] Substantivo feminino.

1.Profundo sentimento moral produzido por um revés da fortuna, uma circunstância penosa, etc.; pena, agonia.

2.Estado de grande desalento, de profunda tristeza ou mágoa; desgosto.

3.Grande preocupação ou inquietação; ansiedade, angústia.

4.Padecimento físico; tortura.

Comentários dos textos bíblicos abordados na lição:
2 Coríntios 1.3 (Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação <3874> !)

Deus já sabia que o homem iria precisar desse sentimento chamado misericórdia (atributo comunicável de Deus aos homens), compaixão, ou seja, sentir aflição no lugar de outrem, na psicologia isso se chama, "empatia" que quer dizer se colocar na posição de outra pessoa, ter a capacidade de sentir as dores do próximo! É justamente por Deus saber sobre a necessidade do homem, que Aquele providenciou a consolação. A consolação para que exista ou tenha eficácia, primeiro tem que desencadear um processo de aflição. O Eterno sempre traz um paradoxo, como alguém que está aflito pode estar aliviado ao mesmo tempo?

Em primeiro lugar temos que tomar por base os sofrimentos que Cristo passou e venceu (Jo 16.33).

Em segundo lugar precisamos entender que a pessoa afligida vislumbra o futuro, a melhora, a saída do aperto! (Rm 8.18)

Em terceiro lugar temos alguém muito especial habitando em nós para transmitir nossos pesares a Deus mesmo quando não sabemos nos expressar (Rm 8.26).

Em quarto lugar é justamente por causa desta presença magnífica que é possível esta proeza de estarmos atribulados em algumas situações e ao mesmo tempo com folga, aliviados pelo refrigério acalentador do Santo Espírito (2 Co 4.8,9).

Dicionário Aurélio

empatia[Do ingl. empathy, trad. do al. Einfühlung, a partir do ingl. em- (<>

1.Psicol. Tendência para sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.

Consolação com referência ao versículo acima <3874> quer dizer no grego=paraklesis e significa:

1) convocação, aproximação, (esp. para ajuda) 2) importação, súplica, solicitação 3) exortação, admoestação, encorajamento 4) consolação, conforto, solaz; aquilo que proporciona conforto e descanso 4a) portanto, da salvação messiânica (assim os rabinos denominavam o Messias, o consolador, o confortador) 5) discurso persuasivo, palestra estimulante 5a) instrutivo, repreensivo, conciliatório, discurso exortativo poderoso

2 Coríntios 1.4 (É ele que nos conforta <3870> em toda a nossa tribulação , para podermos consolar <3870> os que estiverem em qualquer angústia , com a consolação <3874> com que nós <3870> mesmos somos contemplados <3870> por Deus).

Há uma consolação operada dentro da tribulação que por sua vez é transferida de servo para servo através do Espírito Santo que é o elo de ligação entre os membros do corpo de Cristo "algo em comum a todos os fiéis", ou seja, quando passamos por alguma tribulação somos consolados por Deus e a mesma consolação que recebemos da parte do Altíssimo, é compartilhada com os outros membros de acordo com a instigação do Santo Espírito.

Alguém só pode ser consolado por uma pessoa próxima a ele, pois como haveria conforto eficaz estando esse tal consolador longe, ausente ou sem reconhecer de fato o que a pessoa está realmente passando! Para isso temos a providência de Deus ao enviar o Espírito Santo "o outro Consolador" (cf. João 14.16); ao contrário do que muitos pensam Jesus não está literalmente entre nós, senão pelo seu Espírito Santo que nos foi dado (cf. Romanos 5.5), então quando dizemos que Jesus está entre nós, entendemos que Ele está, sim, pela presença do seu Espírito, logo, concluímos que Deus está assentado no mais alto e sublime trono, seu Filho está a sua direita e o Espírito Santo habita dentro de nós! (cf. Isaías 6.1; Romanos 8.34; João 14.17).

Conforto com referência ao versículo acima <3870> quer dizer no grego=parakaleo e significa:

1) chamar para o (meu) lado, chamar, convocar 2) dirigir-se a, falar a, (recorrer a, apelar para), o que pode ser feito por meio de exortação, solicitação, conforto, instrução, etc. 2a) admoestar, exortar 2b) rogar, solicitar, pedir 2b1) esforçar-se por satisfazer de forma humilde e sem orgulho 2c) consolar, encorajar e fortalecer pela consolação, confortar 2c1) receber consolação, ser confortado 2d) encorajar, fortalecer 2e) exortando, confortando e encorajando 2f) instruir, ensinar

2 Coríntios 1.5 (Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação <3874> transborda por meio de Cristo).
Cristo é o executor da nossa salvação na cruz do calvário e é Dele que vem o nosso alívio, esse não é resumido, suprimido ou oferecido em porção limitada, pois observe que a consolação transborda, ou seja, é mais do que a medida cabível. Como poderia de um tão singular sofrimento surgir uma grande medida de favor, mas é assim mesmo que se procede, pelo sofrimento de Cristo fomos sarados (cf. Isaías 53.5).
2 Coríntios 1.6 (Mas, se somos atribulados, é para o vosso conforto <3874> e salvação; se somos confortados <3870>, é também para o vosso conforto <3874> , o qual se torna eficaz , suportando vós com paciência os mesmos sofrimentos que nós também padecemos).
Para Paulo sua tribulação motivada pelo amor as almas ou seu conforto geraria para os coríntios, conforto, no entanto, esse consolo seria eficiente se os Coríntios com paciência sofresse as mesmas aflições do apóstolo, havendo assim uma reciprocidade de sentimentos (cf. Romanos 12.15). Se o apóstolo fosse atribulado ele conseguiria extrair alguma experiência ou lição de vida para consolar àqueles que porventura viesse a passar pelo mesmo pesar; no entanto, se ele fosse consolado esta consolação serviria de modelo para consolar outras pessoas.
2 Coríntios 1.7 (A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação <3874> ).
Aqui o doutor Paulo está seguro em relação ao futuro dos Coríntios, tendo a certeza de que se com Ele morremos, com Ele também seremos vivificados (cf. 1 Timóteo 2.11). Em outras palavras o apóstolo afirma que o Eterno é soberano para permitir que passemos por aflições, muito mais para nos conceder o alento que a nossa alma necessita.
Romanos 15.4 (Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança).
Um outro meio de Deus nos consolar é através das Escrituras Sagradas!

Felicitações

Desejo a todos um feliz novo ano repleto de bênçãos e que a unção do Altíssimo permaneça na vossa vida!