sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Exortação à Santificação

Original Hebraico
Santidade = "qadash" e está relacionado com "chadash" = brilhar (Êx 34.29-35; At 6.15); possui raiz "qad" = cortar, traz idéia original de separação.
Moisés subiu no Monte Sinai, a fim de receber as tábuas do Testemunho, no entanto, quando o Eterno desceu com Seu poder e Glória, o rosto de Moisés ficou resplandecente ao ponto de o povo não conseguir fitar os olhos em Moisés quando o mesmo desceu do Monte, foi necessário Moisés por um véu, pois todo aquele que se aproxima do Santo por Excelência recebe também parte de sua santidade, note que Moisés não se apercebeu do brilho em seu rosto, mas o brilho estava lá, ou seja, parte da santidade de Deus foi dispensada ao representante de Deus.
Conceitos
Exortação (Dic. Aurélio; Dic. da Bíblia de Almeida)
Diferente da repreensão que é o mesmo que censurar com palavras severas e enérgicas, a exortação traz um sentido mais ameno, porém, não menos importante do que o primeiro, como o de conselho, advertência, admoestação, animar e estimular.
Aconselhar, animar, encorajar (cf. Rm 12.8; Tt 2.15).
O verbo "exortar", que corresponde a parakaleo (no grego), não tem o sentido de repreender.

Santificação (Dic. Aurélio; Dic. da Bíblia de Almeida)

É diferente de Justificação = "Todos pecaram..." (cf. Rm 3.23), somos justificados pela fé no sacrifício de Cristo, somente assim passamos do estado de injustos para justos, pois agora temos um advogado que intercede por nós (cf. 1 Jo 2.1).
É diferente de Regeneração = É semelhante ao novo nascimento, ou seja, no ato da conversão a regeneração é executada, logo, é instantânea; ninguém pode estar ao mesmo tempo vivo e morto espiritualmente (cf. Jo 3.3.5; Tt 3.5).
É diferente de bondade ou melhoramento moral, porque qualquer um pode realizar caridades, mas, a santidade não é medida pelas obras, mas sim, pelo relacionamento e posição diante de Deus, em outras palavras quanto mais nos aproximamos de Deus com o coração sincero, mais nos tornamos parecidos com Ele!
Ato ou efeito de santificar-se;
Ato, estado e processo gradual de se tornar santo (cf. Rm 6.19-22; 1 Ts 4.1-7);
É realizada na vida do salvo pela ação do Espírito Santo (cf. 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2).
Etapas da Santificação
1 - Mortificação do velho homem (cf. Rm 6.6; Gl 5.24)
2 - Vivificação do novo homem (cf. Rm 6.4,5,11; Gl 2.19; Cl 2.12; 3.1,2)
Obs.: A santificação na vida do servo (a) não chega aos 100 % aqui na terra, o justo (a) alcançá-lo-á quando da chamada particular de Deus ou no arrebatamento da igreja, momento este que o nosso corpo será transformado em corpos gloriosos.
Texto Áureo
Para a expressão "temos tais promessas" o apóstolo traz a citação da promessa com uma certeza tão grande de seu cumprimento que somente por termos tais promessas é motivo suficiente para buscarmos a purificação [carne = matéria; espírito = parte imaterial voltada para a realização da vontade de Deus que foi contaminada por causa da ligação com a parte material pecaminosa, cf. (Sl 51.10)].
Apesar de termos iniciado o processo de santificação quando nos entregamos a Cristo, é importante que a santidade em nossa vida seja aperfeiçoada, ou seja, alguém só aperfeiçoa algo se esse algo já fizer parte de sua vida, ademais, o doutor Paulo estava se reportando a alguém que já possuía um certo grau ou certa experiência de santificação para com Deus; para que esse processo se realize é necessário respeito, reverência, reconhecimento e aceitação do Senhorio de Cristo, pois como haverá santidade (separação do pecado) se a única forma ou meio de nos afastar do pecado está sendo desprezado?
Leitura Bíblica
2 Co 6.14 - É bem verdade que devemos nos afastar do pecado (Sl 1.1), mas isso não quer dizer que temos que nos afastar das pessoas ímpias, pelo menos até certo ponto, se eu sei que me aproximando de uma pessoa rebelde não vou conseguir ganhá-la para Cristo ou trazê-la para o nosso lado, então estou ciente de que ela com mais facilidade ela poderá me tirar da presença de Deus ou se não temos segurança para tal, logo, devemos entender que esse "jugo desigual" é (nos submetermos à maneira igual dos infiéis, ao ponto de abandonar-mos nossa conduta cristã pela forma ímpia de viver) é justamente por isso que o apóstolo trata em outras palavras, ele estava tentendo dizer que podiam se relacionar, conversar, dialogar com os incredúlos, mas, não se deixem levar pelas suas más condutas, afinal, somos diferentes na prática de comportamento.
Sociedade dá uma idéia de participação mútua visando a um determinado fim, é bem verdade que a finalidade da injustiça é agir erradamente com aparência de verdadeiro, então a justiça sempre andará em direção e sentido oposto ao da injustiça não há como fazê-las andar em harmonia, suas naturezas e conceitos são inversamente proporcionais.
Comunhão simboliza uma mistura de pelo menos duas substâncias que após entrarem em contato uma com a outra não se percebe quem é quem pelo todo, mas sabemos que elas estão ali, pois foram unidas só que existem por exemplo substâncias líquidas que não se misturam, porque suas essências se contrapõem é o caso da 'água' e do 'óleo', depois de estarem num mesmo recipiente, podem balançar, mexer pra lá e pra cá ou fazer o que for, entretanto, água e óleo apesar de estarem presentes muito próximos ou num mesmo ambiente, elas não se unem, da mesma forma podemos entender que luz/trevas são diferentes por naturezas, assim somos um paradigma em meio a uma gama de infiéis (cf. Jo 3.6).
2 Co 6.15 - O fato é de que não devemos viver enclausurados, santificação não é isso, viver isolado dos outros, se trancar em um quarto para jejuar, orar e ler a Bíblia até a volta de Cristo, pelo contrário, dentro do processo da santificação é necessário qua haja relacionamentos interpessoais, pois faz parte do processo de santificação, entretanto temos que perceber que a separação que define uma "pessoa santa" é o afastamento dos maus desígnios e comportamentos e não das pessoas em si, exceto quanto da roda dos escarnecedores (cf. Sl 1.1); o que devemos levar em consideração é que não deve haver concórdia entre Cristo e belial, nenhum ímpio deve ser fonte de consulta para o servo de Deus, infelizmente muitos cristãos sem direção, recorrem a conselhos de pessoas descompromissadas com Deus, logo, a resposta terá o mesmo peso.
2 Co 6.16 - Um certo contato deve existir entre o justo e o injusto, como no exemplo da água/óleo se contactavem, mas não se misturavam, afinal como convenceremos estando longe, sem comunicação (cf. Rm 10.17); o nosso corpo é consagrado a Deus e o corpo dos incrédulos é consagrado aos ídolos, então não há como entrar em consenso, porque um sempre estará certo a luz da Bíblia e o outro não!
2 CO 6.17 - Dá-nos a entender que a expressão "saí do meio deles" nos mostra um quadro semelhante ao do (Salmo 1.1) um cristão no meio da roda dos escarnecedores, nesse caso, dificilmente teremos êxito em convencê-los e levá-los a Cristo, no mínimo o que pode acontecer é zombarem do servo (a), quando sabemos que não teremos chance, a melhor opção é se afastar do contigente. Isso não quer dizer que em uma outra oportunidade estando a sós com qualquer deles não devemos falar de Cristo, pelo contrário, agora é a hora mais apropriada, pois o grupo foi enfraquecido!
2 Co 6.18 - Um princípio familiar esclarece essa abordagem, que é o pai e os filhos que comungam das mesmas coisas, moram num mesmo ambiente e o filho tem o sangue do pai, ou seja, o filho naturalmente vai seguir os passos do pai, a princípio por imitação e depois por consciência, pois está no sangue a hereditariedade.
2 Co 7.8 - Falar a verdade no momento, com a pessoa e no lugar certo traz um alívio para quem se expressa e para quem recebe talvez seja um choque e cause tristeza, mas no caso de Paulo, ele não se arrependeu, se os coríntios iriam ficar tristes com a palavras, pois Paulo sabia da salutar necessidade de ouvirem tais palavras, porque por estas cresceriam na fé, o apóstolo se arrependeu por momento, mas ele sabia que era para o bem deles, qual é o pai que quer ver o filho triste?
2 Co 7.9 - Paulo se alegrava não porque ficaram tristes, mas porque essas tristezas foi para mudança de atitudes, de maneira que só foi para benefício deles mesmos.
2 Co 7.10 - A tristeza pela vontade de Deus no indivíduo gera arrependimento para a salvação, e por esta ninguém se arrepende.