sexta-feira, 26 de março de 2010

CHORANDO AOS PÉS DO SENHOR

Por trás de cada choro existe uma razão motivacional, afinal, ninguém derrama lágrimas sem motivos, eles podem ser fisiológicos (ocorre internamente pelo sistema funcional do organismo humano, todo o processo para que os olhos lacrimegem) e/ou físico, psíquico-emocional.
"De que se queixa, pois, o homem vivente? queixe-se cada um dos seus pecados" (Lm 3.39)
Algumas razões motivacionais do choro:
  1. Antes de uma derrota (percepção do não alcance do objetivo);
  2. Depois de uma derrota (a reação do choro, nesse caso, é bem provável);
  3. Antes de uma vitória (chora para conquistá-la);
  4. Depois de uma vitória (quando vem à memória todo o sofrimento, que pela vitória é superado, então, a conseqüência é o choro, ex.: alguém diz: "estou chorando de alegria") ;
  5. Antes de uma má notícia (pré-sentimentos, algo que não se pode controlar);
  6. Depois de uma má notícia (dependendo da pessoa ou coisa com a qual é acometida o imprevisto);
  7. Depois de uma introspecção (reconhecimento de não satisfazer alguém, ou seja, desapontou alguma pessoa).
Algumas maneiras de como alguém chora:
  1. Chorando por remorso: É o choro ocasionado por um sentimento de tristeza superficial que leva à pessoa a chorar, mas que pela não profundidade, não alcança a mudança, a transformação, é o ficar triste por um erro causado, porém, ainda assim, está apto a executar de novo o mesmo erro. Ex.: Judas Iscariotes 'traidor',
    "Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo. Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se
    (Revista Atualizada Mt 27.3);
  2. Chorando por arrependimento: É o choro proporcionado por um sentimento de tristeza profundo que conduz à pessoa a derramar lágrimas; sendo a característica particular desse caso, a vontade, a determinação de mudar, ou seja, de não praticar o que fez de errado! Ex.: Caso Pedro, "E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente (Mt 26.75);
  3. Chorado por empatia: É o choro liberado do forma consciente, voluntário e altruístico; segundo a psicologia, é você se colocar no lugar ou na posição do outro e sentir o seu sofrimento, dores e pesares. Ex.: No primeiro momento, assim que viram o estado de Jó, os seus amigos se condoeram dele, embora depois não terem compreendido a situação "Ouvindo, pois, três amigos de Job, todo este mal que tinha vindo sobre ele, vieram cada um do seu lugar: Elifaz, o temanita, e Bildad, o suíta, e Sofar, o naamatita; e concertaram juntamente virem condoer-se dele, e consolá-lo. E, levantando de longe os seus olhos e não o conhecendo, levantaram a sua voz e choraram; e rasgando cada um o seu manto, sobre as suas cabeças lançaram pó ao ar. E se assentaram juntamente com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande (Jó 2.11-13).
Texto Áureo
"senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai;" Tg 4.9/a
A percepção da situação é o primeiro passo para o reconhecimento da causa motivacional do choro. Fechar os olhos para a realidade é o mesmo que não querer aceitar o que foi inevitável como fruto da má conduta anterior (observe o ditado popular, 'não adianta chorar o leite derramado', ora, se o leite derramou não tem como colocá-lo de volta ao copo, ou seja, não é recomendável chorar PORQUE o leite está derramado, mas sim, chorar POR QUAL razão ele derramou, a fim de não derramar de novo!).
"converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza" Tg 4.9/b
Não adianta fazer de conta que a miséria, a derrota e a calamidade não chegou, e o pior ainda é o indivíduo sorrir em meio a essa situação, como se nada estivesse acontecido, portanto, ao invés de vós estarem sorrindo, devem estar pranteando, pois o momento não é para rir!
Leitura Bíblica
Quando Deus é trocado pela mentira!
"E estendem a sua língua, como se fosse o seu arco, para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para a verdade, porque avançam de malícia em malícia, e a mim me não conhecem, diz o Senhor" (vv. 3)
Para se conhecer a Deus precisa de arrependimento (Os 6.3 - "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor: como a alva será a sua saída, e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.", arrependimento, o povo de Judá não tinha); precisa aceitar e reconhecer o senhorio de Cristo (Jo 8.32,36 - "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres"). Quem não conhece a Deus, não é liberto do pecado, logo, seu coração está cheio de malícias, e sua ferramenta é a mentira, pois está é usada para executar a malícia.
"E zombará cada um do seu próximo, e não falam a verdade: ensinam a sua língua a falar a mentira; andam-se cansando em obrar perversamente." (vv. 5)
Observe que o texto diz que eles ensinavam a mentir, logo nos vem ao pensamento que é mais fácil ensinar a uma criança do que a um adulto (pesquisas apotam para isso), então, o que você ensina a criança hoje, amanhã ela praticará!
"A tua habitação está no meio do engano: pelo engano recusam conhecer-me, diz o Senhor." (vv. 6)
Deus foi desprezado pela mentira das imagens de esculturas, os 'ídolos', estes tomaram o lugar de Deus do coração dos habitantes de Judá.
"Portanto, assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que eu os fundirei e os provarei; porque, de que outra maneira procederia com a filha do meu povo?" (vv. 7)
O Deus Eterno, avisa, repreende e exorta, entretanto, existe momento que Deus precisa nos provar (castigar), para que venhamos a acordar do mal no qual estamos mergulhando cada vez mais. O Senhor jamais seria conivente com o pecado, "..., que o culpado não tem por inocente, e visita a iniquidade dos pais sobre os filhos, até à terceira e quarta geração" (Nm 14.18).
"Uma flecha mortífera é a língua deles; fala engano; com a sua boca fala cada um de paz com o seu companheiro, mas no seu interior arma-lhe ciladas." (vv. 8)
A falsidade e o engano predominava nas relações inter-pessoais, não dava para confiar em ninguém, "Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!" (Jr 17.5).
"Porventura por estas coisas não os visitaria? diz o Senhor; ou não se vingaria a minha alma de gente tal como esta?" (vv. 9)
Enquanto estiver tudo correndo como Deus quer, Ele não precisava visitá-los para corrigi-los, porém, quando está indo de mal a pior (com aqueles que são chamados pelo Seu Nome), então, nesse caso será preciso a intervenção divina para executar o juízo e fazer voltar tudo a normalidade de acordo com a sua vontade; Deus se vinga daqueles que não fizeram caso Dele!