quinta-feira, 4 de março de 2010

O Princípio Bíblico da Generosidade

Significado de "Generosidade"
Enciclopédia Orlando Boyer = Liberalidade, Magnanimidade.
Dicionário Silveira Bueno = Bondade, gentileza.
No grego é "aplotes" significa sinplicidade, sinceridade, franqueza, singeleza.
No sentido padrão cristão a generosidade não se mede pela abundância dos dons, e, sim pela quantidade dada em confronto com os recursos possuídos, como também em comparação com o espírito vonluntário com que essas dádivas são feitas (II Co 9.7). Exige um sacrifício!
II Co 8
v.1 - O que Paulo apresenta aqui é uma forma de argumento, essa liberalidade da graça divina deveria provocar uma liberalidade correspondente, da parte daqueles que tinham sido por ela privilegiado.
"Concedida" no gr. "didomi" = dar, que foi divina e gratuitamente outorgada.
Essa graça requer a reação acolhedora, e que, por sua vez, ela gera o espírito de generosidade.
v.2 - "muita prova de tribulação" os romanos haviam desnudado a Macedônia de suas riquezas, parece que houve perseguições empobrecedoras.
"abundância de alegria" no gr. "perisseo" mais do que suficiente, excesso, transbordante (Gl 5.22 - parte do Fruto do Espírito).
O cálice estava vazio, mas, contribuiram cada um que transbordou como riqueza da generosidade, a combinação desses dois elementos: pobreza x alegria em contribuir.
v.3 - Era uma contradição com suas condições e recursos o fato de terem dado tanto como contribuíram. Estavam sensibilizados, sabiam muito bem o que era passar necessidades.
Alguma operação especial tivera lugar entre eles, não contribuíram meramente como quem simbolizava, mas sim, o fizera como homens transformados pela graça divina. Tinham-se tornado um pouco mais semelhantes a Cristo, Este sempre quis viver em favor dos outros.
"se mostravam voluntários" no gr. "authairetor" = por vontade própria, não houve pressão por parte de Paulo.
v.4 - "assistência" no gr. diakonia indica serviço, ajuda. Os crentes macedônios queriam fazer parte dessa ministração para as necessidades físicas de um grupo de crentes que desconheciam, estavam unidos em espírito e em propósitos.
A vantagem da reciprocidade
Quem delas recebem têm satisfeitas as suas necessidades, percebem a operação da graça do Espírito.
"Quem contribui" = Deus há de aumentar as possibilidades de continuar ajudando (II Co 9.10), mais bem aventurado é dar do que receber, pois está tendo pra dar.
v.5 - o ideal é dedicar-se primeiramente ao Senhor, depois ao alheio (note que as contribuições foram destinadas aos irmãos na fé), contudo, isso não quer dizer que não possamos ajudar até mesmo os ímpios, pelo contrário precisamos ajudá-los, sim, porém primeiro os da fé, depois os de fora!
"e depois a nós" pois o apóstolo se inclui, porque a obra missionária precisa de investimento.
II Co 9
v.6 - Ajuda àqueles que está em necessidade e provoca a bênção divina sobre aquele que dá (motivado pelo amor).
"pouco" no gr. "phedomai" reter, poupar, refrear-se. Refrear-se de dar é não poder receber.
A fartura é abençoada com a fartura (ou, como diz esta tradução portuguesa, ... "com abundância" a generosidade não depende da quantia real dada, mas antes, do Espírito por detrás da dádiva, que leva cada qual a dar de acordo com suas posses, embora impondo um sacrifício.
Assim sendo, se alguém contribuir com pomposa soma de dinheiro, mas com o propósito de autogloriar-se, se apresentar ou com base em algum outro motivo inferior, nenhuma liberalidade da parte de Deus poderá ser esperada, porquanto Deus lê os corações dos homens.
v.7 - "segundo tiver proposto no coração" esse dar não deveria ser feito motivado por mero impulso, embora, algumas vezes, isso acontece, se o coração de alguém é generoso, mas o dar impulsionado não é suficiente, as necessidades que existem ao nosso redor requerem de nós que o nosso coração (a própria alma) seja generoso. Na alma, outrossim, deve haver um certo "propósito" nesse dar, pois sempre haverá necessidades.
O dar pode começar pelos dízimos, mas o crente deve muito mais do que isso, e a maioria das pessoas, verdadeiramente espirituais, dá muito além desse limite.
O dar não pode estar baseado em nossos sentimentos apenas, pois estes podem alterar-se no dia a dia.
"não com trsiteza" um indivíduo pode entristecer-se no coração, por estar perdendo algo que lhe parece de valor, mas não considera que isso é ganho de outrem, e nem reputa sua doação como um serviço espiritual, porquanto sua motivação é errada. Dar por pressão ao senso do dever!
"Deus ama a quem dá com alegria" tal ação é digna de recompensa (Dt 15.10).
v.10 - A origem do pão, do sustento físico, é Deus!
Deus "multiplicará" essa colheita ao ponto em que aquele que tiver "semeado" isto é, tiver dado a outros, ainda terá muito para si mesmo, de tal modo que jamais possa ser empobrecido por suas doações.
Em nosso poder está somente o semear, mas não o multiplicar, como também não podemos garantir a colheita.
O que Paulo queria dizer é que a semeadura abundante jamais arruinará o semeador, bem pelo contrário, é justamente isso que garante uma colheita rica.
v.11 - A expressão " toda generosidade" indica que haverá uma atitude recíproca de generosidade por parte dos crentes de Jerusalém, para com os crentes Coríntios; os crente de Jerusalém não seriam capazes de dar sustento físico a outros, mas teriam um espírito mais generoso. O próprio ato de dar promoveria um espírito mais livre e extrovertido, mediante o que não somente bênçãos espirituais. De todo o modo como um espírito gentil e generoso puder beneficiar ao próximo, nosso bom exemplo produzirá tal multiplicação de bênçãos.