terça-feira, 25 de dezembro de 2012

MALAQUIAS - A SACRALIDADE DA FAMÍLIA



Depois do Eterno ter corrigido o pecado da idolatria durante o cativeiro na Babilônia, o povo aprendeu a lição de que não se devia adorar outro deus, exceto o Único e suficiente Salvador, Jesus Cristo! Fora  necessário o cativeiro. Agora outro problema devia ser trabalhado, o relacionamento com Deus e com a Família.

Há uma hierarquia entre prioridades na nossa vida, observe abaixo:


  1. Deus - Fé
  2. Família
  3. Trabalho
  4. Igreja - Obra de Deus
Atente que Deus precede à família, a família o trabalho e assim sucessivamente, são prioridades acima de prioridades que deve ser levada em consideração por todos nós!

Quando você está entre uma decisão que põe em pauta escolher entre a família e Deus, Deus é a prioridade! cf. "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."
Mateus 6:33

Quando você está entre uma decisão que põe em pauta escolher entre a família e o trabalho, a família precede! ou seja, a família é mais importante do que o trabalho, por ex.: se sua família precisa de você na hora do trabalho é mais prudente revelar a importância de sua presença perto dos seus!

Quando você está entre uma decisão que põe em pauta escolher entre o trabalho e a igreja, o trabalho deve ter prioridade! "No suor do teu rosto comerás o teu pão, ..." Gênesis 3:19

O Eterno não precisa de sacrifícios de tolos, por isso é importante seguir as prioridades!

Infelizmente, na atualidade não vemos mais os filhos pedirem a bênção aos pais, principalmente quando na presença de coleguinhas de mesma faixa etária.

Outro ponto relevante é a questão da maratona diária em que muitos pais não encontram tempo para conversar e/ou brincar com os filhos, isso é muito saudável para a família!

Se nós pais não pararmos e ensinarmos aos nossos filhos, podem ter a certeza de que o mundo os ensinará, e ensinará ERRADO!

Principalmente, percebemos que muitas famílias estão juntas, almoçam juntas, sentam na mesma mesa, estão debaixo de um mesmo teto, porém, ao mesmo tempo ESTÃO TÃO DISTANTES UNS DOS OUTROS QUE PARECEM QUE NÃO SE CONHECEM, só falam o necessário, ou seja, a sacralidade da família foi deteriorada e houve um desgaste ao longo do anos.

Nós cristãos, precisamos voltar às práticas mais básicas no seio familiar, como o culto domésticos, contar histórias e lições de vida para os filhos e vice e versa, ou melhor, ganhar tempo com qualidade com a família.

Ser família não é só oferecer o sustento e pronto, não! é mais que isso; suprir, proteger são necessidades básicas, mas amar é a principal e ninguém ama longe, o que tem-se notado é que daqui a pouco os filhos no quarto os pais na sala, pedirão a bênção pela internet ou celular, isso será uma tragédia!

Voltemos às boas práticas!!! Valorizemos as coisas simples!








sábado, 22 de dezembro de 2012

Zacarias - O Reinado Messiânico


Observe que em toda a Bíblia o Eterno sempre procurou estabelecer um povo, um território, o que tentou com os hebreus, e que mais tarde foram chamados de nação de Israel tendo por território o lugar denominado pelo Altíssimo de “Lugar que mana leite e mel = Canaã” (cf. Dt 6.9), porém, é interessante notar que para que a vontade de Deus se concretizasse só faltava um item para completar a tríade determinante de uma Nação/Estado/País, com o povo e o território que eram as leis, as diretrizes ou seja, as regras, porque nenhum povo subsiste sem normas de conduta.

O Reinado Messiânico é citado na profecia de Daniel (cap.2) quando na visão do sonho de Nabucodonosor, onde uma pedra arremessada sem mãos destruía a estátua, esta Pedra representa a pedra que os construtores rejeitaram, a principal de esquina, a qual Pedro se referiu depois que o paralítico fora curado, Jesus Cristo o Filho de Deus! (cf. Dn 2.44,45).

Entendemos pela Escritura Sagrada que para que o reinado messiânico ou milenial aconteça, como se trata de um evento escatológico, se faz necessário acontecerem antes os seguintes eventos futuros:

1.     Arrebatamento da Igreja (cf. 1 Co 15.51,52)
2.     Julgamento das obras (dos que foram arrebatados = receber galardão/recompensa) (cf. 1 Co 3.12-15)
3.     Bodas do Cordeiro (cf. Ap 19.7-9)
4.     Grande Tribulação (cf. Mt 24)
5.     Prisão de Satanás (cf. Ap 20)
6.     Reinado Milenial

Depois de Satanás ter sido amarrado, é lançado no “abismo” onde é encerrado completamente, ou seja, permanecerá aprisionado por mil anos. Não lhe será permitido exercer nenhuma atividade na terra até o final do milênio. 

O milênio será uma época diferente da que vivemos, Deus restaurará Israel à sua terra que ainda hoje é palco de disputas com os palestinos e proporcionará também uma restauração espiritual (cf. Zc 9.16). 

O Espírito Santo fará uma obra transformadora nos seres humanos, inclusive a atmosfera ficará livre de poluição. 

As nações que participarão do reinado milenial são citadas na Bíblia provavelmente serão aquelas nações que de certa forma ajudarão a Israel quando na perseguição, quando de fato reconhecerem que o Anticristo não é o Messias que eles aguardavam ser.

Passados os mil anos, Satanás será solto do abismo “por um pouco de tempo”. Ele voltará a praticar o engano, iludindo as nações para que se rebelem contra a autoridade e a vontade de Deus. Visto que os crentes já estarão para sempre com o Senhor (cf. 2 Ts 4.17), o enganados por Satanás serão muito provável os que tiverem nascido durante o milênio.

sábado, 13 de outubro de 2012

OSÉIAS - A FIDELIDADE NO RELACIONAMENTO COM DEUS



VERSÍCULO CHAVE

“E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias.” Oséias 2:19
TÍTULO DO LIVRO

Oséias significa “salvação” ou livramento. A forma hebraica desse nome é “Hoshea” ou “Oshea” e significa “Jeová é Salvação” (o último rei de Israel também era Oséias). Pertence à mesma raiz da palavra “Josué” ou “Jesus”, que por sua vez tem o prefixo “yod” para “Yah” ou Senhor (“Yahweh é Salvação”).
A salvação foi o tema sobre o qual Oséias escreveu, enfatizando que a nação de Israel seria salva somente se o povo deixasse de adorar ídolos e se todos se dedicassem unicamente a adorar a Deus.

PARTICULARIDADES

Oséias foi o único dos profetas escritores que pertenceu ao Reino do Norte, Israel. Ele fala do nome do respectivo rei como “nosso” rei (7:5).

VISÃO PANORÂMICA

- Encabeça a lista dos Profetas Menores -

Contém 14 capítulos e está dividido em duas partes principais:

  1. Biografia do profeta (1-3), sumário do livro
  2. Relacionamento Pessoal comparado com o relacionamento da nação com Deus (4:14).
ESBOÇO DO LIVRO

  1. Vida pessoal do profeta (1:1-3:5)
    1. O casamento e os filhos de Oséias (1:1-2:1)
    2. Tragédia no casamento (2:2-23)
    3. O simbolismo do casamento (.:1-5)
  2. O pecado de Israel (4:1-13:16)
    1. A decadência moral e espiritual (4:1-7:7)
    2. A decadência política (7:8-10:15)
    3. O grande amor de Jeová (11.1-11)
    4. Apelo ao arrependimento, a leviandade e a condenação (12:1-13:16)
  3. Conclusão
                              1.            A palavra profética contempla um futuro glorioso para Israel (14:1-9)

FAMÍLIA DO PROFETA

Não somente o casamento de Oséias foi uma ilustração daquilo que pregava, como também o nome de seus filhos proclamavam as principais mensagens da vida do profeta.

Jezreel (1:4,5) seu primogênito recebeu o nome da cidade onde Jeú cometeu sangrenta brutalidade (2 Rs 10:1-14). Campo de batalha no qual o reino estava para entrar em colapso.

“Chegou a hora da retribuição e do castigo”

Lo-Ruama (1:6) o nome da filha, o Amor misericordioso de Deus por Israel chegara ao fim, embora houvesse mais oportunidade para Judá (v, 7).

“Não-Amada”

Lo-Ami (1:9) o nome da terceira criança, gerada fora do casamento com Oséias, fruto da prostituição, pecado e desobediência.

Filhos ilegítimos (5:7), com homens que não eram seus respectivos maridos.

“Não-Meu-Povo”

AUTOR DO LIVRO

  1. pouco se conhece sobre Oséias, exceto que é “filho de Beeri” e que profetizou para Israel, Reino do Norte, nos últimos trinta anos antes do cativeiro. Evidentemente mudou-se para o sul antes do cativeiro em 722.
  2. Jeroboão após a divisão das tribos  incitou o povo a adorarem outros deuses e a construir altares a baal. (I Rs 14:8-10) conf. (1 Rs 11:30,31).
3.      Como Isaías, seu contemporâneo em Judá, Oséias tinha uma família que foi usada pelo Senhor como “sinal” para a nação quanto ao futuro julgamento e posterior restauração. Suas lamentáveis relações conjugais tornaram-se a trama ao redor da qual o Senhor construiu sua mensagem final ao reino do Norte.

4.      Oséias, Amós e Miquéias viveram na mesma época. Com Isaías eles formam o quarteto do período áureo da profecia hebraica, 790 e 695 a.C.. Oséias e Amós eram profetas do Reino do Norte, enquanto Isaías e Miquéias profetizaram em Judá.

CENÁRIO HISTÓRICO

Durante os reinados de quatro reis de Judá, de Uzias a Ezequias, mais ou menos 767-697, e durante o reinado de Jeroboão II de Israel, chega ao todo entre 793-752. Foi escrito em 734 a. C., aproximadamente. A atividade profética é datada com referência a vários reis de Judá, o livro provavelmente foi escrito em Judá depois da queda da capital do Norte, Samaria (722-721 a. C.) ideia essa que é sugerida pelas referências a Judá em todas as partes do livro.

DATA EM QUE FOI ESCRITO – 734 A. C., APROXIMADAMENTE.

Jeroboão morreu em 752. Ezequias subiu ao trono em 728. Somando alguns anos ao mínimo período de tempo, sugere aproximadamente 755-725. Se Oséias começou seu ministério no final do reinado de Uzias e alcançou pelo menos os primeiros anos de Ezequias, fica claro que Oséias exerceu seu ministério por tempo prolongado. A julgar pelos nomes dos reis mencionados em (1:1), Oséias deve ter profetizado 38 anos, no mínimo.

DESTINÁTARIOS

Embora sejam dados os nomes dos reis de Judá com a finalidade de localizar a época, e Judá seja mencionado no livro, a profecia é dirigida ao reino do Norte, Israel (1:4, 6, 10; 3:1; 4:1, 15; etc.).

Oséias iniciou seu ministério quando Israel, no reinado de Jeroboão II (793-753 a. C.), estava no apogeu de seu poder. A partir de então, Oséias passou a ser testemunha da rápida desintegração e queda do Reino do Norte, em menos de trinta anos.Dirige-se a  ele como “Efraim” trinta e sete vezes, em virtude da poderosa tribo do centro oriunda do muito abençoado filho de José. Efraim quer dizer “fértil”.

CENÁRIO POLÍTICO

Samaria capital e sede religiosa do Reino do Norte.

Jerusalém capital e sede religiosa do Reino do Sul, Jerusalém.
Jeroboão II (793-753). Um reinado de grande prosperidade.
Zacarias (753-752). Reinou seis meses; assassinado por Salum
Salum (752). Reinou um só mês; assassinado por Menaém.
Manaém (752-742). Incrivelmente cruel; fantoche da Assíria.
Pecaías (742-740). Assassinado por Peca.
Peca (752-732). Assassinado por Oséias.
Oséias (732-722). Queda de Samaria (721) Fim - Reino do Norte.

Os reis do Reino do Sul, durante cujos reinados Oséias profetizou (1:1), foram:

Uzias (792-740), um rei bom.
Jotão (750-732), um rei bom.
Acaz (735-716), um rei muito ímpio.
Ezequias (716-687), um rei bom, durante reinado caiu Samaria.

  1. Nacionalmente, a monarquia tinha sido dividida em dois reinos havia aproximadamente 200 anos. Ambos os reinos tinham experimentado períodos muito prósperos, conhecidos como a era da monarquia áurea.
  2. Cerca de duzentos anos antes do tempo de Oséias, as Dez tribos haviam se separado e estabelecido um reino independente, tendo o bezerro de ouro como seu deus nacional oficial. Nesses dois séculos Deus enviou os profetas Elias, Eliseu, Jonas e Amós. Agora, Deus enviou Oséias. Para chegar ao ponto de mandar Oséias se casar com prostitua, ou seja, as alternativas/recursos tinham se esgotado.
  3. O Senhor dera a Israel grande expansão até Damasco, sob o reinado de Jeroboão II. Foi uma dádiva especial da graça do Senhor (2 Reis 14:25-28). Com sua benevolência, o Senhor queria levá-los ao arrependimento.
  4. Internacionalmente, formava-se uma grande nuvem de expectação e medo no oriente à medida que a Assíria aumentava o seu poder e começava a pilhagem no ocidente.
  5. Mais ou menos na segunda metade do ministério de Oséias, uma grande parte do Reino de Israel (Norte) foi levado cativo pelos Assírios. No final da vida de Oséias, o Reino de Israel chegou ao fim com a queda de Samaria. Oséias viu suas profecias se cumprirem.
CENÁRIO RELIGIOSO

Tanto do ponto de vista religioso como moral, Israel descera ao degrau mais baixo. Os sacerdotes tinham-se unido aos salteadores e assassinos nas estradas (6:9). A depravação moral deles tinha chegado ao ponto de sacrificarem crianças e se prostituírem cultualmente.Não contaminarás a tua filha, fazendo-a prostituir-se; para que a terra não se prostitua, nem se encha de maldade. (Lv 19.29)E quando a filha de um sacerdote começar a prostituir-se, profana a seu pai; com fogo será queimada. (Lv 21:9)E disse o SENHOR a Moisés: Eis que dormirás com teus pais; e este povo se levantará, e prostituir-se-á indo após os deuses estranhos na terra, para cujo meio vai, e me deixará, e anulará a minha aliança que tenho feito com ele. (Dt 31:16) Profetas ainda que de madrugada (ref.) com palavras duras, será que iria adiantar?Contra o Egito e a Etiópia, Isaías andou nu e descalço. (Is 20:2,3)Jeremias andou com jugo de animal de carga para representar a submissão ao império babilônio (Jr 28:10).Oséias profetizou no Reino do Norte no período de maior anarquia nacional, cujo povo experimentava uma apostasia generalizada nunca antes vista na história de Israel. Jonas e Amós já haviam falado àquela geração. Amós  fora enviado de Judá para condenar Israel em termos fustigantes por sua corrupção moral, indiferença religiosa e por não atender à repreensão.O ministério de Amós fora curto e explosivo, enquanto o de Oséias longo e paciente, como de um pastor que implora e derrama lágrimas por um rebanho enlouquecido a caminho da destruição.

OBJETIVO DO LIVRO

O Objetivo do Livro é registrar a chamada divina final ao arrependimento do indiferente reino do Norte que afundava na desgraça. O profeta descreve o estado abominável da nação que , à semelhança de sua esposa, tinham-se entregue à prostituição. Fala sobretudo do amor inextinguível do Senhor, que derramou lágrimas diante da alienação de Israel e estava pronto a receber o povo de volta para a aliança mediante arrependimento.

O LIVRO ENFATIZA O AMOR MATRIMONIAL DE DEUS

Embora forçado a divorciar-se de Israel e julgá-lo devido à sua prostituição (2:2-5), o Senhor ainda confirmou o seu amor pela nação e sua intenção de cortejá-la e trazê-la de volta em justiça (2:14-16, 20). Profundo e divino amor conjugal é a nota predominante dos Profetas Menores.

O PODER SECRETO DO AMOR DIVINO

Embora o amor divino por Israel parecesse fútil e infrutífero no tempo de Oséias, assim não aconteceria em longo prazo, pois, “os caminhos do Senhor são retos” (14:9). Seu amor por Israel continuaria apesar da obstinação do povo e , no final, se justificaria numa colheita de justiça. Deus não faz maus investimentos (2:19).

O PROFETA E SEU CASAMENTO FALIDO (1:2; 3:1-3)

A ordem que Oséias, o profeta, recebeu do Senhor para casar-se com uma prostituta é chocante e cria um dilema (1:2). De conformidade com a Lei de Moisés, Gômer deveria ser apedrejada como prostituta (Lv 20:10; Dt 22:21-24). provavelmente ela já era prostituta quando Oséias fora ao seu encontro (1:2). Qualquer que seja o caso, os tempos de Oseías não eram normais, pois a terra estava cheia de prostituição e os sacerdotes tinham-se tornado um bando de assassinos (4:12-14; 6:9). O adultério de Gômer, entretanto, alcançara tamanho grau de baixeza que ela se tornara uma prostituta escrava (3:1, 2). Todavia, a atitude de Oséias ao reivindicá-la e comprá-la tirando-a do mercado da prostituição não violou a Lei, pois, foi ordenada por Deus e realizada sob a dispensação especial da graça divina (semelhante à graça demonstrada a Davi quando este caiu em adultério). O Senhor suspendeu o julgamento sobre Israel a fim de revelar aos judeus sua magnânima graça. Eles mereciam ser totalmente destruídos por prostituírem-se, deixando o Senhor pelos deuses pagãos (3:1-4). A analogia divina com o casamento humano aqui apresentada foi planejada e expressa divinamente, e não deve ser posta de lado. A grande lição que se tira desse fato é que aquela infidelidade sexual é devastadora para um casamento, provoca o julgamento de Deus e exige arrependimento verdadeiro, bem como renovação genuína dos votos matrimoniais para que haja restauração. Apesar de a Lei proibir que a mulher fosse aceita pelo seu primeiro marido, após haver sido repudiada por este, casado outra vez e seu segundo marido haver falecido (Dt 24:1-4; Mt 19:8-9), faz parte de a graça oferecer misericórdia para a reconciliação numa genuína união renovada. A mensagem prática de Oséias são os dividendos que tal graça retribui (14;4-7), conforme demonstrado profeticamente no livro.

RELIGIÃO DEPRAVADA DE ISRAEL (6:6-10; 9:15-10:2)

Oséias descreve um dos períodos mais indignos da história religiosa de Israel. Apesar de guardarem religiosamente os rituais, os judeus praticavam a idolatria. Banditismo era comum entre o povo e até mesmo os sacerdotes reuniam-se para atacar e assassinar peregrinos no caminho para Siquém (4:11-13, 18; 6:9). Toda a terra mergulhara na prostituição (4:11.14, 18; 6:10). Sua hipocrisia era clamorosa. Por esse motivo, o Senhor prometeu vir como um leão, leopardo, urso e fera selvagem para despedaçá-los e devorá-los (5:14; 13:7,8). O reino do norte desfez-se e estava com Judá cento e cinquenta anos mais tarde, na época de Daniel, quando o Senhor descreveu o seu plano de disciplinar a nação por meio dos quatro “animais” (Dn 7). Amós, o profeta do Sul, já estivera em Samaria para repreender os líderes do norte pelo seu arrogante orgulho e ausência de misericórdia e justiça. Do mesmo modo que Amós denunciou o sistema depravado dos seus compatriotas, Oséias insistiu com eles mostrando o amor divino da aliança. Tendo rejeitado a correção, estavam sendo destruídos pela “falta de conhecimento” (4:6) e fadados a ser extintos como nação quase vinte anos mais tarde.

CRISTOLOGIA EM OSÉIAS

Em Oséias, as referências ao Messias são raras e um tanto indiretas.O amor divino por Israel, enfatizado pelo profeta, subentende o amor de Cristo tanto por Israel quanto pela Igreja (Jo 13:1). O Senhor do A.T (YHWH) é a própria Trindade, e o relacionamento “marido-mulher” representa o relacionamento  entre  o Senhor da aliança e o povo da aliança.Em Oséias, as referências ao Messias são raras e um tanto indiretas.O amor do N.T entre Cristo e sua Igreja é outra expressão daquele amor divino, mesmo para os que estão fora daquela união da aliança (Ef 2:11-14).Em Oséias, as referências ao Messias são raras e um tanto indiretas.A referência de 3:5 que “tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor seu Deus, e a Davi, seu rei” é provavelmente messiânica. Pode referir-se ao tempo da ressurreição de Davi para ser rei sob a soberania de Cristo, que será o Rei dos Reis (conforme Ezequiel 34:23, 24), ou ao próprio Messias como “Filho de Davi” (Mc 12:35). Em Oséias, as referências ao Messias são raras e um tanto indiretas.“Nos últimos dias” os filhos de Israel “tremendo se aproximarão do Senhor” (3:5). Em Oséias, as referências ao Messias são raras e um tanto indiretas. “Do Egito chamei o meu filho” (11:1) é citado em Mateus (2:15) como uma profecia do Antigo Testamento de que Jesus seria levado ao Egito e chamado pelo anjo do Senhor. Evidentemente  Mateus usa este texto como uma “profecia” de Cristo, mostrando o relacionamento íntimo entre o Messias e Israel, até mesmo tendo experiências semelhantes à aflição vinda dos gentios e ao livramento de monarcas assassinos. Em Oséias, as referências ao Messias são raras e um tanto indiretas. Deus está se referindo à época em que tirou Moisés e os israelitas da escravidão do Egito. Muitos anos mais tarde, Mateus relatou em seu evangelho que José e Maria trouxeram o menino Jesus de volta do Egito, para onde tinham ido em sua fuga do mau rei Herodes. Mateus lembrou-se das palavras de Oséias (Mt 2.15) e as usou para mostrar o plano amoroso de Deus ao enviar Jesus.

CONCLUSÃO

A história deste profeta como já vimos, é um dos casos raros em que a condição pessoal do profeta serviu para retratar a mensagem divina; é o que chamamos de “oráculo por ação”. Sua história dramática é conhecida por todos os que leem a Palavra de Deus. Até mesmo os nomes de seus filhos descreviam a situação do relacionamento entre o Senhor e Israel. Lo-Ami, terceiro filho de Gomer, mulher do profeta Oséias, era ilegítimo, pois ela havia adulterado (Os 1:8, 9). Significa “não-povo-meu”, isto é, “não és meu filho”. Assim como o adultério rompe os laços matrimoniais, Israel, por causa de sua infidelidade a Deus, havia quebrado o concerto divino firmado no Sinai. Entretanto, a profecia contempla um fim glorioso para Israel: “... a Lo-Ami direi: Tu é meu povo!” (Os 2:23). É exatamente essa a mensagem que o apóstolo Paulo aplica aos gentios que se convertem mediante o evangelho de Cristo: “Chamarei meu povo ao que não era meu povo” (Rm 9:25).


terça-feira, 10 de julho de 2012

A Morte para o Verdadeiro Cristão






Definição



A morte para o verdadeiro cristão representa a aproximação definitiva e completa de Deus e esta se dá de duas maneiras:



·        
Morte (propriamente dita)

·        
Arrebatamento



A morte segundo o dicionário Aurélio significa - Ato de morrer; o fim da vida animal ou vegetal. No entanto, para o verdadeiro cristão não significa que é o fim!



Para o apóstolo Paulo a morte representava ganho, lucro senão leia o que diz "Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor" (Fp 1.21,23).


Já o arrebatamento significa retirada brusca, repentina de alguém de algum lugar. Digo, a saída da igreja da terra para se encontrar com Jesus nos ares e daí para nunca mais se separar!


Observe que há essas duas formas de nos aproximarmos (como, verdadeiros cristãos) de Deus, sendo que nenhuma delas está ao nosso comando, pois nenhum suicida tem parte no Reino de Deus, primeiro porque essa prerrogativa pertence a Jesus (Jo 10.18) e todo suicida é homicida de si mesmo (1 Jo 3.15; Ap 21.8; 22.15) e quanto ao arrebatamento disse Jesus que isso compete ao Pai (At 1.6,7).



Fazendo uma leitura rápida podemos concluir de uma forma geral que se no princípio para que o homem pudesse ser feito alma vivente foi lhe dado um fôlego de vida, então, para que deixasse de viver nesta esfera física bastaria retirar esse fôlego do homem, o pneuma (Gn 2.7; 1 Co 15.45).



Análise Sucinta da Leitura Bíblica em Classe



I Corintios 15:51-57



51 - Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;



O verbo em destaque resume a morte é como se fosse à antecipação da vitória, pois alude para depois da morte e antes da ressurreição, ou seja, biblicamente entendemos que depois que um justo morre, apesar de aguardar a ressurreição é notado nas linhas sagradas que não está mais sob o jugo da natureza pecaminosa, no entanto, como disse, espera a ressurreição e a transformação para usufruir do corpo glorioso, semelhante ao de Jesus, no tocante à imortalidade. Noutras palavras a morte significa vitória por antecipação do arrebatamento. Visto pós-morte não tem condições mais de perdermos a comunhão com Deus! Por outro lado observamos que este verbo é entendido pelos testemunhas de Jeová como se a alma estivesse num estado de sono, inconsciente, porém, a passagem que fala sobre o Lázaro e o Rico (Lc16.19-31), não é uma parábola, pois essas não citam nomes e àquela cita o nome "Lázaro", logo, percebemos quando lemos o Texto Sagrado que depois da morte à consciência está ativa e em plena atividade.



52 - Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.



A expressão em negrito aponta para um estado depois da morte física quando se efetuará a ressurreição dos santos antecedendo ao arrebatamento da Igreja, momento esse que cada participante terá o seu corpo transformado em um corpo que o pecado não terá mais domínio, nem a velhice atuará com o passar do tempo.



No estado atual no qual nos encontramos é impossível entrarmos na Glória sem antes passarmos por uma transformação, até porque o nosso corpo está contaminado pela natureza adâmica, a qual carece ser modificada para então de fato adentrarmos no Céu.



53 - Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.



A sujeição e a inclinação ao pecado e a prisão em um corpo mortal passivo às dores inerentes à natureza humana caída será capaz de suportar o revestimento da imortalidade operada pela vontade divina àqueles que renunciaram e permaneceram fiéis até a morte ou ao arrebatamento da Igreja.



54 - E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi à morte na vitória.



Essa expressão brevemente será proclamada por todos que desprezaram o pecado e os ainda se esforçam por agradar a Deus. Será o último grito que está entalado na garganta dos justos.



55 - Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?



Momento de isenção do pecado, estaremos por cima e não correremos mais o risco de nos afastarmos do Senhor, porque nessa hora em Cristo seremos mais fortes do que a morte e até mesmo mais do que o inferno.



56 - Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.



            O verdadeiro cristão adentra a morte com a certeza de que o aguilhão da morte foi retirado.



57 - Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo.



Glórias a Jesus por tudo!





Relação da morte com o pecado original


A morte está intrinsecamente ligada ao corpo físico, ou melhor a separação da alma do mesmo.



Para Champlim a morte é “um nó que liga o corpo e a alma e que não nos seria legítimo desmanchar”.



Enquanto vida o justo se esforça em se separar do pecado, pois a qualquer momento podemos se quisermos dar evasão à carne e desobedecer a Deus, no entanto, depois da morte a separação do pecado é definitiva.


Durante a vida corremos o risco de perdermos a comunhão com Deus e a morte pode se tornar o fim da oportunidade para a consecução dessa necessidade.


A morte passou a existir no momento em que foi consumado o pecado original.


Dada a ordem para não comer da árvore da ciência do bem e do mal (Gn 2.16,17); o homem não conhecia a morte e a única opção para conhecê-la era a desobediência à ordem dada por Deus.


No entanto, observe que à princípio a morte que o Eterno se referia era a morte espiritual, até porque quando Adão e Eva comem do fruto proibido a primeira ação deles foi se esconder da presença de Deus, sinal este de separação de Deus (morte espiritual).

Entretanto, agora separados de Deus o primeiro casal era só esperar a morte física, pois após o pecado original era só uma questão de tempo (Rm 5.12), afinal aquela é consequência da primeira morte "a espiritual" (Ef 2.1).


Dá a entender que se o homem comesse da árvore da vida no estado pecaminoso, tornar-se-ia um eterno pecador, isto é, irreversível, e para que isso não acontecesse Deus o expulsou do jardim do Éden (Gn 3.22-24).


A morte se tornou eficaz pela consumação do pecado e seria neutralizada se o casal comesse do fruto da árvore da vida, o que impediria a punição de ser concretizada (a morte) pelo ato pecaminoso de comer do proibido.


"Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. (Romanos 5:12)" Se o homem não tivesse pecado não haveria o que se falar em morte, mas a morte é consequência a todos os homens diretamente pela sua natureza herdada de Adão, advinda do pecado original.



Classificação


A morte natural é processada por disfunções no organismo humano que limita ou paralisa o funcionamento dos órgãos no ser humano. Há casos de mortes causadas por acidentes de trânsito que tipifica uma morte antecipada.


A morte matada é causada por agentes externos à vontade do indivíduo, caso contrário estaríamos falando de suicídio, que por sua vez é intolerável por Deus, ex.: Saul e Judas.



Em suma, a morte representa um livramento ou libertação da prisão de um corpo mortal submisso a uma natureza caída totalmente diferente da que Deus planejou para os seres humanos.



Por mais que se esforce a morte não é capaz de nos separar do amor de Cristo (Rm 8; 2 Co 5.8).



Soberania de Deus sobre a nossa existência


Deus tem o controle da nossa vida, se Ele quiser por exemplo parar a circulação do sangue em nossas artérias e veias, Ele pode!, como também pode gerar vida, ainda depois de alguém já ter morrido (Jo 11) Lázaro há quatro dias morto, mas quando Jesus disse: "Sai para fora..." o sangue de Lázaro que já estava coagulado, naquele momento, de uma forma sobrenatural voltou ao estado líquido e circulou pelo corpo dele, algo que o estado de morte conhecido não permite, Glórias a Deus!


A morte existe é real e que para participarmos do arrebatamento da Igreja é necessário a trombeta tocar, mas é crucial também no mantermos fiéis a Deus, pois somente aquela não garante que alguém seja partícipe das Bodas do Cordeiro, sem antes ter se convertido!


O complexo organismo humano funciona com uma sincronia perfeita, no entanto, basta uma parada cardio-respiratória por alguns minutos para levar o indivíduo à óbito.


A morte é herança de Adão (Rm 5.12)


A vida é herança de Jesus (Jo 10.10)



A morte do ímpio, Deus não alegra (Ez 18.23; 33.11)


A morte dos santos, o Senhor tem prazer (Sl 116.15)


Obs.: Às vezes Deus para não perder uma alma, ele permite que esta alma se afaste dos seus caminhos, mas logo em seguida de uma forma ou de outra Ele salva e guarda.



Processamento do Antes e Depois da morte


Antes da morte - Ações - Pós-morte


Ações essas que declaram o tipo do indivíduo se ímpio ou justo, estes, caso morram, completarão sua carreira e aguardarão a ressurreição dos santos e passar a eternidade COM o Senhor, enquanto àqueles vão passar a eternidade SEM Deus.


Então, para a separação do pecado, é preciso está em Jesus (Rm 8.1), que por sua vez proporciona a não aceitação do pecado e sua consequência que é a morte, ou seja, quem renuncia o pecado merece pela lei divina algo melhor (recompensa) para após morte. É como se protestássemos contra a atitude errada do primeiro homem, pois antes do pecado original tínhamos a comunhão absoluta e perfeita, quanto que depois precisamos nos reabilitar através de Jesus para usufruirmos dessa comunhão plena e a morte é o ponto de transição para o verdadeiro cristão.



Reflexão



"O sangue dos mártires é a semente dos cristãos."

Tertuliano



domingo, 8 de abril de 2012

A Visão do Cristo Glorificado

     Caso o dileto comentarista da lição publicada pela CPAD tivesse aderido aos versículos abaixo ao invés dos versículos da Leitura Bíblica em Classe, não teria nenhuma discrepância e estaria coerente com o título e os tópicos abordados na lição propriamente dita.

     Observe os tópicos:

  1. O Cristo Encarnado
  2. O Cristo Humilhado
  3. O Cristo Glorificado
     Temos neste trecho de Filipenses o resumo em forma de canção da vida e obra de Jesus Cristo.

     Leia Filipenses 2:5-11

5 - De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,

6 - Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,

7 - Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;

8 - E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
9 - Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;

10 - Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 - E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai.

  1. O Cristo Encarnado - A encarnação de Cristo se dá pela sua concepção virginal no ventre de Maria (começo da humilhação), só o fato de se fazer carne e habitar entre nós, revela o nivelamento do Senhor conosco em forma humana, passivo às mesmas dores e sentimentos. Renunciar seu status no Céu em detrimento a estar mais próximo da criação foi sem dúvidas uma decisão mui sublime! Entretanto, em 1 João 3:8 diz que "... Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo." Então, observe que o intruso desde o início tentou arruinar os propósitos do Eterno, afastando o homem de Deus no que o profeta Isaías se refere muito bem "Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. Isaías 59:2". Jesus se fez carne com o fundamento básico de restabelecer a comunhão perdida do homem com Deus "...Ele É O Caminho... Jo 14.6" e ao mesmo tempo fazer-se a divindade na Sua Bendita Pessoa mais próxima do homem. Em Gênesis 1 contemplamos O Eterno dizer "Haja Luz" essa expressão não é outra classe gramatical a não ser "verbo = haver no sentido de existir", logo, a palavra verbo denota ação, estado ou mudança de estado e movimento; enquanto Deus falava Haja... Jesus que é a Palavra Eterna agia enquanto o Espírito Pairava por sobre às aguas. A Palavra Eterna se materializou ...e o verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos a Sua Glória..." a fim de revelar Deus conosco (Sua Imanência); para que quem o visse andar pelas ruas dissesse ou penssasse "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" ou "Eis o Emanuel = Deus conosco" em contrapartida, Felipe pergunta em "Jo 14" Jesus, mostra-nos o Pai e isso nos basta? O Mestre responde, Felipe há tanto tempo estou convosco e não me tendes conhecido? Crede ao menos pelas obras, porque as obras que Eu faço, não as faço por mim mesmo... e num certo momento (Jo 3.2) Nicodemos até Jesus e diz: Mestre ninguém pode fazer essas obras se Deus não for com ele. Portanto, era como se Cristo respondesse, É Nicodemos, tudo isso acontece porque Eu vim do Pai! E foi no sacrifício na Cruz que demonstrou seu amor incondicional por nós.
  2. O Cristo Humilhado - O apóstolo Paulo diz "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.1 Coríntios 2:14"; é bem verdade que o amor de Cristo mostrado na cruz do calvário não foi compreendido  pelos judeus nem muito menos pelos gregos, porém, acreditamos num evangelho de poder. Em outra parte da Escritura Paulo diz, "Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.1 Coríntios 1:23;" Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.1 Coríntios 1:18. Apesar de Cristo ter passado o que passou ainda há aqueles que negam a sua encarnação e humilhação, ao dizerem que ele foi um simples profeta ou 'apenas um homem bom'; e outros alegam que Ele é um mito, ora citaremos a própria história da humanidade, pois seria suspeita citar a Bíblia, a história humana é DIVIDIDA AO MEIO, POIS HÁ UM MOMENTO NA HISTÓRIA QUE ELA TEVE UM MARCO, UM MOMENTO ÍMPAR O A.C E O D.C, antes de Cristo e o depois de Cristo. Por isso, como explicar seu propósito que pela Sua Palavra tem O PODER  de penetrar na divisão da alma e do espírito e transformar o pecador, prostituto, blasfemo, obsceno, amantes de si mesmos e viciados; ALGO QUE NENHUMA CLÍNICA OU HOSPITAL DE RECUPERAÇÃO TEM O PODER! Esses indivíduos ainda que trabalhados por tais instituições (sem menosprezá-las, pois possuem um papel importante na sociedade, mas a atribuição principal ao sucesso na recuperação dos tais é o constrangimento da humilhação de Cristo que nos faz rejeitar o pecado) e até mesmo enclausurados por algum tempo, quando tiverem a primeira oportunidade de saírem do tratamento voltarão a praticar o que mais gostavam de fazer quando estavam na imundícia da carne.
  3. O Cristo Glorificado - O sofrimento de Cristo compreende o período de sua Concepção Virginal até a crucificação no Monte Calvário, a partir daí há uma notável, visível e comprovada Glorificação vista pelos primeiros cristãos que tiveram a gran oportunidade de ver e tocar NO CRISTO RESSURETO! Como está escrito nos primeiros versículos citados neste comentário declara que "todos os joelhos vão ter que se dobrar e toda língua vão ter que reconhecer O SENHORIO DE CRISTO". E por fim, O Cristo Glorificado virá arrebatar sua Igreja e na sua coxa e na sua veste estará escrito: "Rei dos reis e Senhor dos Senhores!". Quem ousará a não se prostrar diante Daquele que É que Era e que Voltará!
     Passamos a vislumbrar a razão da sua Glorificação quando começamos a entender o significado de sua aparição em carne, afinal, entre outras razões temos a que Sua Glorificação é uma resposta e o cumprimento da profecia messiânica desde o Éden "esta (semente) te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Gênesis 3:15. Portanto, a encarnação e o sofrimento foram usados para devolver a Cristo a Sua Glória "E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. João 17:5".

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

As Bênçãos de Israel e o que Cabe à Igreja

Na Bíblia encontraremos promessas/bênçãos destinadas a certas e determinadas pessoas ou grupos de pessoas que não servem para nós hoje.

Por exemplo:

A terra de Canaã (terra que mana leite e mel), esta bênção É para Israel somente.

A fim de compreedermos o desígnio de Deus à respeito da nação de Israel em anunciar as Boas-Novas às outras nações devemos traçar ponto a ponto em como se deu esse processo.

O fato de anunciar o evangelho em si traria um peso de responsabilidade e ao mesmo tempo grandes bênçãos destinadas aos anunciantes israelitas.

Entretanto, para que Israel desfrutasse das bênçãos se fazia necessário o enquadramento dentro da vontade do Altíssimo, mas como Israel não se submeteu a essa condição, tanto a promessa quanto a bênção foi transferida para a Igreja que assumiria a posição de agente portador da mensagem da cruz.

Observe como se processou a transferência

em Gn 12.1-3:

Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, a terra que eu te mostrarei.

E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.

E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. (Promessa que aponta para cumprimento em Cristo)

Obs.: Nos vv acima encontramos Abraão recebendo a promessa em nome da futura nação israelita, como seu representante patriarcal.

em Jo 1.11-13:
 
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;

Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

Obs.: Nos vv acima constatamos que os israelitas rejeitaram o Messias, tendo nesse caso, a missão transferida à Igreja por causa dessa rejeição.

em Mt 21.43:
 
Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos.

Obs.: Aqui se confirma que a promessa/bênção foi transferida à nação "à Igreja" justamente por razão da inoperância de Israel, visto ter a promessa uma determinação e não devia ficar sem agente.

Gálatas 3:7-9

Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.

Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.

De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.

Obs.: Todos os nascidos em Israel são chamados de judeus; todos os nascidos fora da nação de Israel são chamados de "gentios"; quando Cristo morreu "o véu se rasgou de alto a baixo" significando que a separação feita pelos judeus de sua exclusividade como povo escolhido passa agora a todos aqueles que professarem (pela fé) o sacrifício de Cristo na cruz do calvário. Então, basta um gentio abraçar a fé em Cristo, pronto esse passará ao rol dos benditos com o crente Abraão.

Gálatas 3:14

Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.

Obs.: Entendemos que só através de Cristo essa bênção seria de fato participativa aos gentios, como instrumento a fé.

Portanto, através desse acesso a essa bênção adveio a salvação, a justificação, a santificação, o batismo com o Espírito Santo, a vida eterna e etc.




 Todos os versículos estão baseados na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel