terça-feira, 10 de julho de 2012

A Morte para o Verdadeiro Cristão






Definição



A morte para o verdadeiro cristão representa a aproximação definitiva e completa de Deus e esta se dá de duas maneiras:



·        
Morte (propriamente dita)

·        
Arrebatamento



A morte segundo o dicionário Aurélio significa - Ato de morrer; o fim da vida animal ou vegetal. No entanto, para o verdadeiro cristão não significa que é o fim!



Para o apóstolo Paulo a morte representava ganho, lucro senão leia o que diz "Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor" (Fp 1.21,23).


Já o arrebatamento significa retirada brusca, repentina de alguém de algum lugar. Digo, a saída da igreja da terra para se encontrar com Jesus nos ares e daí para nunca mais se separar!


Observe que há essas duas formas de nos aproximarmos (como, verdadeiros cristãos) de Deus, sendo que nenhuma delas está ao nosso comando, pois nenhum suicida tem parte no Reino de Deus, primeiro porque essa prerrogativa pertence a Jesus (Jo 10.18) e todo suicida é homicida de si mesmo (1 Jo 3.15; Ap 21.8; 22.15) e quanto ao arrebatamento disse Jesus que isso compete ao Pai (At 1.6,7).



Fazendo uma leitura rápida podemos concluir de uma forma geral que se no princípio para que o homem pudesse ser feito alma vivente foi lhe dado um fôlego de vida, então, para que deixasse de viver nesta esfera física bastaria retirar esse fôlego do homem, o pneuma (Gn 2.7; 1 Co 15.45).



Análise Sucinta da Leitura Bíblica em Classe



I Corintios 15:51-57



51 - Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;



O verbo em destaque resume a morte é como se fosse à antecipação da vitória, pois alude para depois da morte e antes da ressurreição, ou seja, biblicamente entendemos que depois que um justo morre, apesar de aguardar a ressurreição é notado nas linhas sagradas que não está mais sob o jugo da natureza pecaminosa, no entanto, como disse, espera a ressurreição e a transformação para usufruir do corpo glorioso, semelhante ao de Jesus, no tocante à imortalidade. Noutras palavras a morte significa vitória por antecipação do arrebatamento. Visto pós-morte não tem condições mais de perdermos a comunhão com Deus! Por outro lado observamos que este verbo é entendido pelos testemunhas de Jeová como se a alma estivesse num estado de sono, inconsciente, porém, a passagem que fala sobre o Lázaro e o Rico (Lc16.19-31), não é uma parábola, pois essas não citam nomes e àquela cita o nome "Lázaro", logo, percebemos quando lemos o Texto Sagrado que depois da morte à consciência está ativa e em plena atividade.



52 - Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.



A expressão em negrito aponta para um estado depois da morte física quando se efetuará a ressurreição dos santos antecedendo ao arrebatamento da Igreja, momento esse que cada participante terá o seu corpo transformado em um corpo que o pecado não terá mais domínio, nem a velhice atuará com o passar do tempo.



No estado atual no qual nos encontramos é impossível entrarmos na Glória sem antes passarmos por uma transformação, até porque o nosso corpo está contaminado pela natureza adâmica, a qual carece ser modificada para então de fato adentrarmos no Céu.



53 - Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.



A sujeição e a inclinação ao pecado e a prisão em um corpo mortal passivo às dores inerentes à natureza humana caída será capaz de suportar o revestimento da imortalidade operada pela vontade divina àqueles que renunciaram e permaneceram fiéis até a morte ou ao arrebatamento da Igreja.



54 - E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi à morte na vitória.



Essa expressão brevemente será proclamada por todos que desprezaram o pecado e os ainda se esforçam por agradar a Deus. Será o último grito que está entalado na garganta dos justos.



55 - Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?



Momento de isenção do pecado, estaremos por cima e não correremos mais o risco de nos afastarmos do Senhor, porque nessa hora em Cristo seremos mais fortes do que a morte e até mesmo mais do que o inferno.



56 - Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.



            O verdadeiro cristão adentra a morte com a certeza de que o aguilhão da morte foi retirado.



57 - Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo.



Glórias a Jesus por tudo!





Relação da morte com o pecado original


A morte está intrinsecamente ligada ao corpo físico, ou melhor a separação da alma do mesmo.



Para Champlim a morte é “um nó que liga o corpo e a alma e que não nos seria legítimo desmanchar”.



Enquanto vida o justo se esforça em se separar do pecado, pois a qualquer momento podemos se quisermos dar evasão à carne e desobedecer a Deus, no entanto, depois da morte a separação do pecado é definitiva.


Durante a vida corremos o risco de perdermos a comunhão com Deus e a morte pode se tornar o fim da oportunidade para a consecução dessa necessidade.


A morte passou a existir no momento em que foi consumado o pecado original.


Dada a ordem para não comer da árvore da ciência do bem e do mal (Gn 2.16,17); o homem não conhecia a morte e a única opção para conhecê-la era a desobediência à ordem dada por Deus.


No entanto, observe que à princípio a morte que o Eterno se referia era a morte espiritual, até porque quando Adão e Eva comem do fruto proibido a primeira ação deles foi se esconder da presença de Deus, sinal este de separação de Deus (morte espiritual).

Entretanto, agora separados de Deus o primeiro casal era só esperar a morte física, pois após o pecado original era só uma questão de tempo (Rm 5.12), afinal aquela é consequência da primeira morte "a espiritual" (Ef 2.1).


Dá a entender que se o homem comesse da árvore da vida no estado pecaminoso, tornar-se-ia um eterno pecador, isto é, irreversível, e para que isso não acontecesse Deus o expulsou do jardim do Éden (Gn 3.22-24).


A morte se tornou eficaz pela consumação do pecado e seria neutralizada se o casal comesse do fruto da árvore da vida, o que impediria a punição de ser concretizada (a morte) pelo ato pecaminoso de comer do proibido.


"Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. (Romanos 5:12)" Se o homem não tivesse pecado não haveria o que se falar em morte, mas a morte é consequência a todos os homens diretamente pela sua natureza herdada de Adão, advinda do pecado original.



Classificação


A morte natural é processada por disfunções no organismo humano que limita ou paralisa o funcionamento dos órgãos no ser humano. Há casos de mortes causadas por acidentes de trânsito que tipifica uma morte antecipada.


A morte matada é causada por agentes externos à vontade do indivíduo, caso contrário estaríamos falando de suicídio, que por sua vez é intolerável por Deus, ex.: Saul e Judas.



Em suma, a morte representa um livramento ou libertação da prisão de um corpo mortal submisso a uma natureza caída totalmente diferente da que Deus planejou para os seres humanos.



Por mais que se esforce a morte não é capaz de nos separar do amor de Cristo (Rm 8; 2 Co 5.8).



Soberania de Deus sobre a nossa existência


Deus tem o controle da nossa vida, se Ele quiser por exemplo parar a circulação do sangue em nossas artérias e veias, Ele pode!, como também pode gerar vida, ainda depois de alguém já ter morrido (Jo 11) Lázaro há quatro dias morto, mas quando Jesus disse: "Sai para fora..." o sangue de Lázaro que já estava coagulado, naquele momento, de uma forma sobrenatural voltou ao estado líquido e circulou pelo corpo dele, algo que o estado de morte conhecido não permite, Glórias a Deus!


A morte existe é real e que para participarmos do arrebatamento da Igreja é necessário a trombeta tocar, mas é crucial também no mantermos fiéis a Deus, pois somente aquela não garante que alguém seja partícipe das Bodas do Cordeiro, sem antes ter se convertido!


O complexo organismo humano funciona com uma sincronia perfeita, no entanto, basta uma parada cardio-respiratória por alguns minutos para levar o indivíduo à óbito.


A morte é herança de Adão (Rm 5.12)


A vida é herança de Jesus (Jo 10.10)



A morte do ímpio, Deus não alegra (Ez 18.23; 33.11)


A morte dos santos, o Senhor tem prazer (Sl 116.15)


Obs.: Às vezes Deus para não perder uma alma, ele permite que esta alma se afaste dos seus caminhos, mas logo em seguida de uma forma ou de outra Ele salva e guarda.



Processamento do Antes e Depois da morte


Antes da morte - Ações - Pós-morte


Ações essas que declaram o tipo do indivíduo se ímpio ou justo, estes, caso morram, completarão sua carreira e aguardarão a ressurreição dos santos e passar a eternidade COM o Senhor, enquanto àqueles vão passar a eternidade SEM Deus.


Então, para a separação do pecado, é preciso está em Jesus (Rm 8.1), que por sua vez proporciona a não aceitação do pecado e sua consequência que é a morte, ou seja, quem renuncia o pecado merece pela lei divina algo melhor (recompensa) para após morte. É como se protestássemos contra a atitude errada do primeiro homem, pois antes do pecado original tínhamos a comunhão absoluta e perfeita, quanto que depois precisamos nos reabilitar através de Jesus para usufruirmos dessa comunhão plena e a morte é o ponto de transição para o verdadeiro cristão.



Reflexão



"O sangue dos mártires é a semente dos cristãos."

Tertuliano