terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A Celebração da Primeira Páscoa


É sabedor que a primeira páscoa nada tem a ver com o que se comemora hoje no mundo ocidental, é incrível e ao mesmo tempo irritante a distorção do verdadeiro sentido da "Páscoa" que em hebraico significa "Passar por", ou seja, faz alusão à passagem do anjo da morte por cima das casas no Egito, tanto dos egípcios quanto dos hebreus, na noite em que o Eterno houvera avisado, inclusive a Faraó, sobre tal acontecimento (Cf. Êx 11.4-8).


Nos países ocidentais a páscoa se comemora com ovos de chocolate (elemento que não pode faltar, inclusive em formato de caixa), coelhinho que bota ovo, troca de presentes e etc., em comparação à páscoa hebréia observe seus itens cordeiro, ervas amargosas e pães asmos (sem fermento) e o principal elemento é o "sangue" do cordeiro sacrificado, configuração daquilo que no futuro iria se concretizar no sacrifício de Cristo, ou melhor, a primeira páscoa faz referência direta ou é sombras da coisas futuras, apontando para a expiação de Cristo (Cf. Colossenses 2.16,17). Observe a discrepante diferença de sangue para chocolate!


Observe o comentário desta figura acima, é verdade que muitas crianças egípcias primogênitas morreram, porém, repito o que supracitei, os seus pais e o próprio faraó fora avisado antecipadamente, porque não quiseram participar também da páscoa hebréia? Talvez Deus as teria poupado, no entanto, não nos esqueçamos de quão grande sofrimento os pais hebreus tiveram quando viram seus milhares de filhos serem jogados dentro do rio Nilo, quando o faraó determinou a matança dos meninos israelitas! Isso é covardia, pois quem executou foram as mãos dos pais egípcios, em contrapartida, no caso da páscoa a execução foi divina, revelando mais uma vez sua justiça e que a vingança pertence ao Todo-Poderoso (Cf. Hb 10.30).


Para o Egito a páscoa, representava a última calamidade com a morte de todo primogênito, inclusive, de todos os animais egípcios. Em toda decisão julgadora alguém sairá feliz e outro triste, afinal, há um pleito em questão, logo, o juiz da causa de acordo com as provas e as alegações baterá o martelo e definirá o vencedor da causa. O Egito causou por 400 anos prejuízo ao povo hebreu, agora, o clamor pela justiça foi ouvido pelo Altíssimo, "Justo Juiz", que usando seus argumentos (as 10 pragas divinas), para mostrar a faraó que suas ações chegaram ao limite da paciência de Deus, nesse caso, não poderia sair dois vencedores, portanto, quem merecia a vitória, obteve-a justamente porque não foi operada com as próprias mãos, mas sim, executada pelo Conselho Divino!


Para os israelitas, povo ainda em formação, a páscoa simbolizava a libertação, a saída da escravidão egípcia, a vitória, o suspiro, a oportunidade de uma nova vida, e observe que o povo cumpriu a determinação para a sua celebração:


Teriam que escolher um cordeiro macho de um ano e sacrificá-lo para ser comido assado, com pães asmos e ervas amargosas, estas era para lembrá-los quando a celebrassem a cada ano, as agruras sofridas no Egito, caso o número da família fosse insuficiente para o cordeiro inteiro, "chame um vizinho, conforme o número das almas" (Cf. Êx 12.4).


É interessante que o fermento teria que ser tirado de dentro da casa, pois o fermento simbolizava o pecado. Devemos retirar de nossas vidas tudo aquilo que atrapalha nossa comunhão com Deus, não importa o que seja, objeto, artigos, utensílios, vestes, inclusive se afastar de pessoas que tentam nos influenciar para o lado mal.


O sangue, elemento básico, teria que ser passado nas ombreiras e vergas das portas dos israelitas, para que quando o anjo da morte passasse detectasse que aquela casa estava imune, então ele não feria o primogênito daquela casa nem o animal. Esse sangue aponta para o Sangue de Cristo, que tira todo o pecado do mundo (Cf. Jo 1.29)


Deus fez diferença entre os egípcios e os israelitas, o que é diferença senão acepção de pessoas, O ETERNO NÃO FAZ ACEPÇÃO PARA A SALVAÇÃO, POIS ELE DIZ: "Vinde a mim todos..." (Cf Mt 11.28Mas em relação a distribuir dons, talentos, fazer justiça e etc. 

Ele escolhe a quem é útil e justo receber. 




Significa a oportunidade de aproximação a Deus através de Jesus Cristo seu Filho.































quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó



Uma das palavras hebraicas que se traduzem por "praga" no Êxodo significa dar golpes ou ferir. Podendo significar também "sinais" e "juízos".

A manifestação do juízo de Deus no Egito através das Dez Pragas revela a Maestria Universal do Todo-Poderoso, pois todas as pragas envolveram alteração no mudo natural-físico, ou seja, quem criou a natureza tem O Poder sobre ela para manipulá-la conforme sua Soberana e Excelente Vontade! Aconteceram na hora predita por Moisés, representante de Deus na terra. Além disso, Deus fez distinção entre o que pertencia aos egípcios e os hebreus, poupando estes e castigando àqueles.



Ninguém pense em brincar com o Altíssimo ou simplesmente dizer que não O conhece, porque Faraó ousou fazê-lo e saiu morto nas águas do Mar Vermelho com todo o seu arsenal de guerra e melhores soldados-guerreiros (conf. Êx 5.2; 14.28).

Na verdade o Altíssimo estava ansioso para humilhar e fazer-se conhecido entre todos os deuses da terra egípcia, como o Único Deus verdadeiro!, pois cada praga significa que nem Faraó nem o Egito tem o controle sobre aquilo que eles adoravam.

Calcula-se que o período das pragas tenha durado pouco menos de um ano.

As pragas estão classificadas em três grupos, e cada um deles inicia com a ordem divina de enfrentar Faraó logo de manhã. No primeiro grupo temos a praga da transformação do rio Nilo em sangue (7.15); no segundo, a praga das moscas (8.20); e no terceiro, a praga das saraivas (9.13). A intensidade dessas pragas vai se tornando ainda mais forte até culminar com a morte dos primogênitos do Egito:

Transformação da águas em sangue (7.14-21): O Nilo era um dos principais deuses do Egito, mas Deus o transformou numa abominação.



Praga da rãs (8.1-15): A rã era sagrada para os egípcios, porém Deus os transtornou ao enviá-las.



Praga de piolhos (8.16-19): O pó também era sagrado para os egípcios, todavia foi transformado em piolhos que cobriam toda a terra de Faraó. A partir dessa terceira praga, os magos de Faraó não puderam imitar os sinais de Jeová operados por intermédio de Moisés e Arão; então, reconheceram a origem divina da missão de Moisés, dizendo: "isto é o dedo de Deus" (8.19).



Praga das moscas (8.20-32): A mosca, (zebub) em hebraico, além de ser divindade para os egípcios, era também deus de Ecrom, uma das cinco cidades-estados dos filisteus e cujo deus nacional era Baal-Zebube (2 Rs 1.2-6), além de tudo isso, representa a face mais nojenta do inimigo de nossas almas. Essa pseudo divindade foi também envergonhada pelo poder de Jeová.



Peste da mortandade dos animais (9.1-7): O culto do bezerro era muito comum no Egito, era o símbolo de força e fecundidade. O carneiro e o bode eram também cultuados. No entanto, essas divindades falsas são desmascaradas.



Praga das úlceras (9.8-12): Até as cinzas que os sacerdotes egípcios usavam para espalhar como sinal de bênçãos produziam úlceras.



Saraivas (9.13-35): Para os egípcios, Ísis era a deusa da água e Osíris, deus do fogo, mas nada puderam fazer para conter as saraivas.



Praga dos gafanhotos (10.1-20): Os egípcios acreditavam que Ísis e Serápis eram divindades protetoras dos gafanhotos, todavia não puderam reagir diante do poder de Deus.




 


Praga das trevas (10.21-29): O sol era também uma divindade para os egípcios, no entanto, ele escureceu-se para mostrar a Faraó e a seu povo que o poder de Jeová é sobre todas as coisas, até sobre os astros.



Morte dos primogênitos (11.1-12.36): Os egípcios estavam acostumados a oprimir os primogênitos dos hebreus. Jeová estava, por meio dessa praga, agora retribuindo aos egípcios o que eles fizeram com os filhos de Israel.



As três principais divindades do Egito eram o Nilo, o sol e o próprio Faraó; cada uma tinha imensos templos, os seus sacerdotes exerciam grande poder sobre o povo e os políticos egípcios. A circuncisão era um dos seus ritos mais notáveis. Todas as divindades foram atingidas pelo Poder de Deus. O Nilo tornou-se em sangue, o sol perdeu a sua luz e Faraó não teve forças para deter o poder da morte que sobreveio aos primogênitos do Egito, inclusive o seu primogênito.

Essa última praga marcou o início da libertação de Israel. Deus ordenou a Moisés que instituísse a Páscoa para ser comemorada de geração a geração em memória desse grande livramento (Êx 12.14). Essa festa cumpriu-se em Jesus, "O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29; 1 Co 5.7). Os judeus comemoram ainda hoje esse evento. 

Sobre as propostas ardilosas de Faraó...

  1. Em (Êxodo 8.25) Faraó propõe que os hebreus adorassem na terra egípcia sem precisar necessariamente sair de lá, porém, em outras palavras estava oferecendo uma falsa solução, pois caso os hebreus aceitassem, estariam se conformando com a situação de servidão!
  2. Já no versículo 28, o rei do Egito sugere que "somente que indo, não vades longe", outra proposta perigosa, porque apontava para que os hebreus tivessem saudades da terra egípcia, não hebreus! tenham saudades da pátria celestial e não do Egito, do pecado e nem do cheiro de morte!
  3. A terceira proposta registrada em (Êxodo 10.7) nesse caso, Faraó tenta aprisionar o lado sentimental dos homens hebreus, pois se fossem sozinhos, seus corações estariam ligados no Egito, pois, seus filhos estavam lá!
  4. A última proposta se referia ao combustível para adoração a Deus, ou pior, porque os hebreus eram conhecidos por serem "pastores", pastores sem ovelhas e vacas não são pastores, isso traduz que Faraó queria tirar a identidade hebréia!
O método para vencer as astutas ciladas do Diabo está registrado em (Ef. 6.11; Tg 4.7), é com armadura e resistência, ou seja, armadura representa proteção e bloqueio ou não aproximação e a resistência é não se deixar levar pelas palavras dóceis, a cada dia recebemos cantadas diabólicas, mas rejeitêmo-las, pois em Cristo somos mais do que vencedores e as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja do Senhor!




domingo, 5 de janeiro de 2014

Um Libertador para Israel



Um Libertador para Israel (povo hebreu)


Moisés na figura de um libertador, representa o próprio Cristo, quando o Egito representa o mundo pecaminoso, então, Cristo nos liberta do pecado e da morte (cf. Jo 8.32,36). É bem verdade que um libertador precisa de autoridade, isto foi-lhe conferido pelo próprio Deus, quando no encontro da sarça ardente (Êxodo 3); e executado com as dez pragas. Deus o fez poderoso em palavras e obras (cf. At 7.22). Encontra-se entre os grandes heróis da fé enumerados no capítulo 11 da epístola aos hebreus.




A forma como permaneceu vivo logo após seu nascimento, todo o seu desenvolvimento físico e intelectual, sendo tratado como príncipe do Egito, na verdade, Moisés fora criado para suceder o Faraó, a filha de Faraó investiu forte na vida daquela criança que chegou aos seus braços pela arca de junco, confeccionado pela sua própria mãe, trazido pelas águas do Rio Nilo, porém, sabemos que em toda essa história, a Mão de Deus estava conduzindo cada traço, cada detalhe, inclusive, quando usa a própria filha de Faraó para oferecer salário à mãe de Moisés para que cuidasse do menino até certa idade ou ser desmamado, segundo alguns teólogos.



“Quase se pode dizer que o livro de Êxodo é a história de um homem, do homem Moisés que representa o ponto central em torno do qual gira a crise do plano da redenção. No coração dele verifica-se o conflito. Ele recebe a comunicação de Deus para o povo e sobre ele pesa toda a carga das peregrinações. É ele quem recebe o golpe da crítica do povo, pois se acha como mediador entre o povo e Deus e intercede perante Deus a favor deles”. (Gillis)

Observe no comentário bem sucedido de Gillis que a centralidade da libertação residia em Moisés, ou seja, O Eterno quis enfatizar a supremacia de sua vontade estabelecida em seu representante direto; O Senhor ainda hoje, assim o faz! Quando faz com que um povo, dependa da autoridade de um homem, ou que seja orientado por tal; é importante ressaltar que um libertador deve ter as características de um verdadeiro líder, como, reconhecimento, respeito e consideração, além das qualidades espirituais, é claro.





É interessante observar que naquela época o formato da escravidão não se igualava ao que conhecemos o que é escravidão hoje, era ruim, mas até algum tempo era bem pior, digo: escravidão africana. Porém, ainda hoje existem casos isolados desse tipo de tratamento desumano.
 
Enfatizamos que Moisés ainda não estava preparado para ser libertador, foi necessário passar no deserto por experiências diferentes daquelas que obtivera como príncipe no Egito; na região desértica aprendeu sobre clima, sobrevivência e as espertises daquele lugar inóspito, no entanto, foi lá que aprendeu a depender de Deus, pois um líder espiritual precisa fundamentalmente confiar em Deus, caso contrário sua liderança não subsistirá!




Quando o libertador-líder não sabe que tem tal chamada, quer agir como tal, talvez inconscientemente, porém, de sua forma ou maneira, quando Moisés tentou apaziguar uma discurssão entre dois hebreus; mas o Eterno que o escolheu, quer usá-lo conforme sua Soberania. Atente que O Senhor deu as coordenadas ao seu instrumento, depois de está apto para o ofício (Êx. 3.19).



Ainda assim, Moisés relutou 4 vezes com Deus sobre sua missão:

1.      “Quem sou eu, que vá a Faraó?” (Êx. 3.11). Deus responde: “Certamente eu serei contigo”.
2.      “Em nome de quem me apresentarei diante de meu povo?” (Êx. 3.13). Deus responde: “Eu Sou o que Sou” Pai de Abraão, Isaque e Jacó.
3.      “Os israelitas não vão acreditar eu eu sou o mensageiro de Deus”. (Êx. 4.1). Deus responde: três sinais foram-lhe dado, a serpente, a lepra e a água.
4.      “Não tenho facilidade de palavra” (Êx. 4.10). Deus responde: “teu irmão será teu porta-voz”.

Após as contestações dadas pelo Senhor, Moisés aceitou seu chamado e nunca mais recuou.

É certo que quando Moisés recebeu a ordem para retornar ao Egito e falar com Faraó tinha a certeza de que Deus estaria com ele. No entanto, apesar de está obedecendo a voz de Deus, o Faraó manda afligir mais o povo, e este agora desacredita e desabilita Moisés para tal libertação, porém, Deus tinha falado a Moisés sobre a dureza de coração do Faraó, era só uma questão de tempo para o Senhor humilhar todos os deuses do Egito, inclusive o seu próprio rei, Faraó.

O Eterno lembra a Moisés: "Agora verás o que hei de fazer a Faraó; porque, por mão poderosa, os deixará ir, sim, por mão poderosa, os lançará de sua terra" (Êx. 6.1).