quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó



Uma das palavras hebraicas que se traduzem por "praga" no Êxodo significa dar golpes ou ferir. Podendo significar também "sinais" e "juízos".

A manifestação do juízo de Deus no Egito através das Dez Pragas revela a Maestria Universal do Todo-Poderoso, pois todas as pragas envolveram alteração no mudo natural-físico, ou seja, quem criou a natureza tem O Poder sobre ela para manipulá-la conforme sua Soberana e Excelente Vontade! Aconteceram na hora predita por Moisés, representante de Deus na terra. Além disso, Deus fez distinção entre o que pertencia aos egípcios e os hebreus, poupando estes e castigando àqueles.



Ninguém pense em brincar com o Altíssimo ou simplesmente dizer que não O conhece, porque Faraó ousou fazê-lo e saiu morto nas águas do Mar Vermelho com todo o seu arsenal de guerra e melhores soldados-guerreiros (conf. Êx 5.2; 14.28).

Na verdade o Altíssimo estava ansioso para humilhar e fazer-se conhecido entre todos os deuses da terra egípcia, como o Único Deus verdadeiro!, pois cada praga significa que nem Faraó nem o Egito tem o controle sobre aquilo que eles adoravam.

Calcula-se que o período das pragas tenha durado pouco menos de um ano.

As pragas estão classificadas em três grupos, e cada um deles inicia com a ordem divina de enfrentar Faraó logo de manhã. No primeiro grupo temos a praga da transformação do rio Nilo em sangue (7.15); no segundo, a praga das moscas (8.20); e no terceiro, a praga das saraivas (9.13). A intensidade dessas pragas vai se tornando ainda mais forte até culminar com a morte dos primogênitos do Egito:

Transformação da águas em sangue (7.14-21): O Nilo era um dos principais deuses do Egito, mas Deus o transformou numa abominação.



Praga da rãs (8.1-15): A rã era sagrada para os egípcios, porém Deus os transtornou ao enviá-las.



Praga de piolhos (8.16-19): O pó também era sagrado para os egípcios, todavia foi transformado em piolhos que cobriam toda a terra de Faraó. A partir dessa terceira praga, os magos de Faraó não puderam imitar os sinais de Jeová operados por intermédio de Moisés e Arão; então, reconheceram a origem divina da missão de Moisés, dizendo: "isto é o dedo de Deus" (8.19).



Praga das moscas (8.20-32): A mosca, (zebub) em hebraico, além de ser divindade para os egípcios, era também deus de Ecrom, uma das cinco cidades-estados dos filisteus e cujo deus nacional era Baal-Zebube (2 Rs 1.2-6), além de tudo isso, representa a face mais nojenta do inimigo de nossas almas. Essa pseudo divindade foi também envergonhada pelo poder de Jeová.



Peste da mortandade dos animais (9.1-7): O culto do bezerro era muito comum no Egito, era o símbolo de força e fecundidade. O carneiro e o bode eram também cultuados. No entanto, essas divindades falsas são desmascaradas.



Praga das úlceras (9.8-12): Até as cinzas que os sacerdotes egípcios usavam para espalhar como sinal de bênçãos produziam úlceras.



Saraivas (9.13-35): Para os egípcios, Ísis era a deusa da água e Osíris, deus do fogo, mas nada puderam fazer para conter as saraivas.



Praga dos gafanhotos (10.1-20): Os egípcios acreditavam que Ísis e Serápis eram divindades protetoras dos gafanhotos, todavia não puderam reagir diante do poder de Deus.




 


Praga das trevas (10.21-29): O sol era também uma divindade para os egípcios, no entanto, ele escureceu-se para mostrar a Faraó e a seu povo que o poder de Jeová é sobre todas as coisas, até sobre os astros.



Morte dos primogênitos (11.1-12.36): Os egípcios estavam acostumados a oprimir os primogênitos dos hebreus. Jeová estava, por meio dessa praga, agora retribuindo aos egípcios o que eles fizeram com os filhos de Israel.



As três principais divindades do Egito eram o Nilo, o sol e o próprio Faraó; cada uma tinha imensos templos, os seus sacerdotes exerciam grande poder sobre o povo e os políticos egípcios. A circuncisão era um dos seus ritos mais notáveis. Todas as divindades foram atingidas pelo Poder de Deus. O Nilo tornou-se em sangue, o sol perdeu a sua luz e Faraó não teve forças para deter o poder da morte que sobreveio aos primogênitos do Egito, inclusive o seu primogênito.

Essa última praga marcou o início da libertação de Israel. Deus ordenou a Moisés que instituísse a Páscoa para ser comemorada de geração a geração em memória desse grande livramento (Êx 12.14). Essa festa cumpriu-se em Jesus, "O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29; 1 Co 5.7). Os judeus comemoram ainda hoje esse evento. 

Sobre as propostas ardilosas de Faraó...

  1. Em (Êxodo 8.25) Faraó propõe que os hebreus adorassem na terra egípcia sem precisar necessariamente sair de lá, porém, em outras palavras estava oferecendo uma falsa solução, pois caso os hebreus aceitassem, estariam se conformando com a situação de servidão!
  2. Já no versículo 28, o rei do Egito sugere que "somente que indo, não vades longe", outra proposta perigosa, porque apontava para que os hebreus tivessem saudades da terra egípcia, não hebreus! tenham saudades da pátria celestial e não do Egito, do pecado e nem do cheiro de morte!
  3. A terceira proposta registrada em (Êxodo 10.7) nesse caso, Faraó tenta aprisionar o lado sentimental dos homens hebreus, pois se fossem sozinhos, seus corações estariam ligados no Egito, pois, seus filhos estavam lá!
  4. A última proposta se referia ao combustível para adoração a Deus, ou pior, porque os hebreus eram conhecidos por serem "pastores", pastores sem ovelhas e vacas não são pastores, isso traduz que Faraó queria tirar a identidade hebréia!
O método para vencer as astutas ciladas do Diabo está registrado em (Ef. 6.11; Tg 4.7), é com armadura e resistência, ou seja, armadura representa proteção e bloqueio ou não aproximação e a resistência é não se deixar levar pelas palavras dóceis, a cada dia recebemos cantadas diabólicas, mas rejeitêmo-las, pois em Cristo somos mais do que vencedores e as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja do Senhor!




Nenhum comentário:

Postar um comentário