segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Um Lugar de Adoração a Deus no Deserto




"Adorar a Deus" é uma ferramenta estratégica composta de (Louvor, Leitura da Palavra de Deus, Oração, Jejum).


Observe o vv. 9 do capítulo 25 do livro de Êxodo "Conforme tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.", com este, o objetivo divino era oferecer instruções para materializar instrumentos de fé, a fim de que o povo pudesse ver alguma coisa, afinal, já tinham adorado um bezerro de ouro; a partir daí o Eterno, estabelece a forma, os instrumentos e os executores dos sacrifícios que os sacerdotes iriam oferecer a Deus por eles e pelo povo.

O objetivo principal da construção do tabernáculo era "fortalecer os laços de comunhão" entre povo e o Senhor. Hoje, podemos adorar e servir a Deus, sem necessariamente está em um templo ou ter inclusive a Bíblia impressa, no entanto, isso não deve servir de desculpas para não irmos para a igreja ou de não termos o acesso a literatura sagrada, pois é mui importante a reunião dos santos, bem como ter disponível a regra de fé e prática, esses extremos acontecem quando há perseguições contra a igreja.


Houve uma voluntariedade nas ofertas para a confecção de todos os artefatos e utensílios, inclusive, a vestimenta dos sacerdotes.

Não precisamos de um lugar físico para adorar a Deus, você pode adorar a Deus em qualquer lugar:



  • Na cova; (Profeta Daniel)
  • Na fornalha; (Os três jovens amigos de Daniel)
  • Na caverna; (José, Elias)
  • Na prisão; (Paulo e Silas)
  • Na ilha (Apóstolo João em Patmos)
  • Na Babilônia; (Terra ou ambiente pagão)
  • No jardim; (O Próprio Cristo no Getsêmani)
  • Na cruz; (No sofrimento, O Senhor Jesus mostrou que mesmo na morte adoração é possível)
  • No combate; (Josafá pondo os levitas na frente da batalha louvando e adorando a Deus)
Se tirar o tabernáculo dos hebreus será que conseguiriam adorar? Sem a Arca da Aliança, estavam sem a Glória Divina? Sem está na igreja, você consegue adorar? Sem ter uma Bíblia impressa você tem condições de realizar um culto? Sem um hinário, também?

Podemos adorar a Deus com a nossa vida, não precisamos de algo palpável ou visível, a Glória de Deus está dentro de nós pela presença magnífica do Santo Espírito de Deus! Aleluia!

Disse o Senhor, 

E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne; Ezequiel 11:19
E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ezequiel 36:26
Esses dois textos sagrados acima, revelam que a vontade do Altíssimo era de que os seus servos estivessem em contato com Ele todo o tempo, em qualquer lugar pudessem adorá-lo, então, envia o Santo Espírito que está conosco todos os dias, e quando chegarmos no céu, a Bíblia diz que o Senhor será o próprio Templo!
E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. Apocalipse 21:22

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Moisés - sua Liderança e Seus Auxiliares



No vv. 17 de Êxodo 18.13-22 - Encontramos uma percepção de Jetro, à respeito de Moisés quando diz: "Não é bom o que fazes", foi notado como Moisés trabalhava e o tempo de duração de seu trabalho, O Eterno não quer sacrifício de tolo, há tempo para todo propósito debaixo do céu; há uma hierarquia de valores na vida dos servos do Senhor:
  1. Deus deve ocupar a primazia em tudo;
  2. A família vem em segundo lugar;
  3. O trabalho como sustento da família;
  4. A obra e o trabalho para Deus.
Moisés estava tão interessado em resolver os problemas ou ensinar-lhes os estatutos que estava se esquecendo da família, é interessante nos conscientizarmos de que não podemos e nem devemos fazer as coisas sozinhos, como se somente nós sabemos e podemos fazer tais obras, pois o Eterno capacita quem ele quer. o profeta Elias achava que era o único, mas Deus tinha reservado 7 mil, quando pensarmos que somos os melhores, Deus já tem outro para colocar no seu lugar!



A descentralização de autoridade é uma prática comum na atualidade no meio empresarial, o que podemos levar em consideração também que na obra de Deus, ou seja, ninguém é insubstituível, ou seja, todos estão apenas de passagem em cada geração, você que é líder precisa desenvolver outros líderes, para que quando Deus lhe chamar, alguém ocupe seu lugar. Deixe um legado! Deixe lembranças boas!

No entanto, há àqueles que têm medo de preparar outros para lhes suceder, talvez porque se sintam ameaçados em perder o cargo, quem pensa dessa forma, jamais deveria assumir uma posição de liderança, afinal, o próprio Cristo disse: "que nós faríamos maiores obras do que Ele", o que depreendemos é que quem ensina, prepara, conduz, orienta e auxilia deve ter em seu coração que quando alguém que está sob seus cuidados, caso amanhã, esteja num patamar mais elevado, pense consigo, que aquele ou aquela foi seu discípulo e de certa forma se alegrar com isso.



E, não ter inveja ou ciúme se seu aluno ou subordinado, se desenvolver mais do que você, enfim, ele ou ela passou por seus ensinamentos, alegre-se com isso! Por outro lado, fazer a obra de todo jeito ou empurrar com a barriga não é recomendado, pois a Bíblia afirma que quem assim o faz, "quem faz a obra relaxadamente, maldito é!" A obra de Deus não deve ser feita somente com boa vontade, mas sim, com qualidade e muita propriedade, afinal, estamos tratando de matéria prima do céu.

Ore, análise, delegue funções, avalie e acompanhe, mas não faça tudo! Senão, você vai morrer antes do tempo! Peça a Deus para lhe mostrar e revelar o encaixe das pessoas para as determinadas obras, não saia tapando buraco, com a desculpa de que a obra precisa ser feita e colocando pessoas só com boa vontade, não é só isso, tem que ser cheio do Espírito Santo, ter testemunho principalmente com os da própria família, ter habilidade para a obra que está sendo designado, e principalmente o aval de Deus, ou melhor sua confirmação, como era na igreja primitiva, estão lembrados da escolha para os primeiros diáconos!?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Os Dez Mandamentos do Senhor






Moisés subiu no Monte Sinai e Josué ficou ao pé do Monte aguardando seu líder, recebeu todas as orientações necessárias para compartilhar com o povo hebreu, a nação israelita em formação, pois um país é considerado nação quando possuem pelo menos os seguintes elementos:

  1. Povo
  2. Território
  3. Leis

Israel tinha povo e daqui a pouco teria território, mas e as leis?

O Eterno é "O Administrador por Excelência" pensa em tudo, planejou tudo, inclusive, sustentou Moisés durante 40 dias e 40 noites, no Monte Sinai, pois tinha um propósito, é impossível um ser humano passar todo esse tempo sem se alimentar, sem beber água, lembremos de que aonde estava era deserto, sem agricultura e sem subsistência, no entanto, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó sabe trabalhar e não é ensinado, sabe fazer, embora muitas vezes não é compreendido, pois pega os sábios nas suas próprias sabedorias (que são apenas, trapos de imundícias).

O povo pensou que Moisés tinha morrido, porém, estava tendo uma conversa prolongada com Deus, afinal todo esse tempo houve um belíssimo diálogo, pois para poder ensinar ao povo, Moisés teve que primeiro aprender, e sabemos que nenhum professor ensina o que não sabe, pelo menos tem que saber do conteúdo na teoria.

Quando menos se espera, Moisés aparece, no entanto, estava munido do decálogo e de instruções para a nação que se levantava da terra, a partir do capítulo 20 de Êxodo encontramos uma série de ensinamentos que serviriam de base educacional, para que houvesse um mínimo de ordem dentro daqueles seiscentos mil homens, fora mulheres e crianças.

Dentre as regras estavam os Dez Mandamentos; as leis acerca do tabernáculo, tamanho da peças, utensílios; leis a respeito das viúvas, órfãos e estrangeiros etc.

Os Dez Mandamentos são a base do direito hoje conhecido, explorado conseguinte pelos romanos que adaptaram a outras esferas principalmente à forma de convívio das pessoas, especialmente o direito civil e o penal.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A Peregrinação de Israel no Deserto até o Sinai





O Eterno é magnífico em seus caminhos, pois todo o plano de fundo na retirada dos hebreus do Egito, revela sua maestria em reger os acontecimentos e os pormenores; é como se fosse calculado com todos os detalhes. (Cf. Êx 19.4) O Senhor chama os israelitas para uma reflexão sobre o que fez e como fez para tirá-los do Egito, e sobretudo os convoca para um solene concerto onde Israel seria propriedade peculiar do Todo-Poderoso.

Durante todo o caminho na presença de Deus devemos nos conscientizar de sua fiel proteção e provisão, jamais devemos permitir que sentimentos de abandono ou desprezo tomem conta de nosso coração, pois "Aquele que começou a boa obra irá completá-la até o Dia de Cristo".

É interessante como o Senhor dinamiza o percurso de nossa caminhada, se nós precisamos aprender alguma lição, Ele faz questão que antes de passarmos para outra etapa, primeiro aprendamos, ainda que seja necessário dar voltas ou passar por lugares que já tínhamos passado anteriormente, ou seja, depois de passar em certos lugares ou por certos momentos, se ainda não aprendemos, com certeza voltaremos a passar pelas mesmas coisas, pois ainda está em desenvolvimento, o Eterno quer nos amadurecer com as experiências do deserto para que possamos crescer.

No entanto, há um caminho mais curto, porém, nem sempre esse caminho é percorrido, porque poderemos ainda não está preparados para passar por ele, enquanto isso, estamos dando voltas!


Observemos a forma como Israel saiu do Egito passando pelo Mar Vermelho, este serviu de armadilha para engolir os inimigos de Faraó e atente para o fato de que como Deus atraiu os egípcios para o desfecho final. Da mesma forma acontece hoje, quando somos perseguidos e ameaçados de morte, quando ainda precisamos realizar algo para Deus, O Senhor tem planos e seus desígnios devem ser executados, pois sua vontade é Soberana, e ao longo da história da humanidade Ele tem revelado alterando e modificando inclusive as leis físicas, então se for preciso Ele abre Mar, Pára o Sol e a Lua, muda os ventos, a fim de dar vitória ao seu povo.



As águas de Mara estava dentro da trajetória dos hebreus, essas águas amargas simbolizam que ainda que caminhemos em pleno deserto (sentido desconforto, dores e cansaço = amarguras), porém, Ele é capaz de transformar esses momentos em dias melhores, pois, se lembra da coluna de nuvem e de fogo, isso é uma questão de Providência Divina, para aliviar as agruras do cotidiano.

 

Observe no quadrante da foto acima, logo abaixo atente para uma formação de terreno diferente, lado inferior direito da foto, ou seja, as águas que fluíram por muito tempo da rocha deixou marcas na terra, provando mais uma vez o milagre de jorrar água da Rocha de Refidim. (Êx 17.17)

 

O Eterno conduzia o povo pelo deserto do Sinai, um local inabitável, para Deus um excelente espaço para ensinar, trazer à tona os grandes momentos na trajetória, um terreno impróprio para desobediência, até porque ainda não chegaram na Terra Prometida, não que desobedeça ao chegar lá, mas que, o povo ainda estava em formação, e precisava de leis e regras, foi lá que Moisés recebeu todas as instruções sobre o tabernáculo, seus utensílios, suas diversas leis e etc.

Considerando os pecados cometidos pelos hebreus, idolatria, murmuração, rebelião e incredulidade, temos que houve um atraso ao rumo de Canaã, afinal não fazia sentido fazer chegar na Terra Prometida com toda essa bagagem de desobediência, repito tinham que ter aprendido antes a lição, a fim de fazer jus à recompensa.


Foi no cume desse Monte que Moisés passou 40 noites e 40 dias, um verdadeiro milagre, pois como disse acima esse lugar era inóspito, não tinha agricultura e nem água; era de fato um território desprovido de subsistência, porém, mais uma vez o Eterno revela sua Grandiosidade em sustentar Moisés todo esse tempo.

Em contrapartida, enquanto Moisés recebia todo o aparato para a formação da nação, o povo iludido com as influências do vulgo que estava inserido no meio do povo, e com as lembranças do Egito, combinaram um ato de rebeldia, confeccionando um bezerro de ouro, idolatria, substituição da posição exclusiva do Senhor.


Estejamos preparados para não trocar o Eterno, nem substitui-lo com algo que não mereça nossa atenção; no caminho surgirão oportunidades internas e externas para agirmos de forma desobediente, sobretudo, devemos recusar e reagirmos enfaticamente contra esses sentimentos e episódios e até contra pessoas que tentam nos tirar da presença de Deus!