domingo, 2 de fevereiro de 2014

A Peregrinação de Israel no Deserto até o Sinai





O Eterno é magnífico em seus caminhos, pois todo o plano de fundo na retirada dos hebreus do Egito, revela sua maestria em reger os acontecimentos e os pormenores; é como se fosse calculado com todos os detalhes. (Cf. Êx 19.4) O Senhor chama os israelitas para uma reflexão sobre o que fez e como fez para tirá-los do Egito, e sobretudo os convoca para um solene concerto onde Israel seria propriedade peculiar do Todo-Poderoso.

Durante todo o caminho na presença de Deus devemos nos conscientizar de sua fiel proteção e provisão, jamais devemos permitir que sentimentos de abandono ou desprezo tomem conta de nosso coração, pois "Aquele que começou a boa obra irá completá-la até o Dia de Cristo".

É interessante como o Senhor dinamiza o percurso de nossa caminhada, se nós precisamos aprender alguma lição, Ele faz questão que antes de passarmos para outra etapa, primeiro aprendamos, ainda que seja necessário dar voltas ou passar por lugares que já tínhamos passado anteriormente, ou seja, depois de passar em certos lugares ou por certos momentos, se ainda não aprendemos, com certeza voltaremos a passar pelas mesmas coisas, pois ainda está em desenvolvimento, o Eterno quer nos amadurecer com as experiências do deserto para que possamos crescer.

No entanto, há um caminho mais curto, porém, nem sempre esse caminho é percorrido, porque poderemos ainda não está preparados para passar por ele, enquanto isso, estamos dando voltas!


Observemos a forma como Israel saiu do Egito passando pelo Mar Vermelho, este serviu de armadilha para engolir os inimigos de Faraó e atente para o fato de que como Deus atraiu os egípcios para o desfecho final. Da mesma forma acontece hoje, quando somos perseguidos e ameaçados de morte, quando ainda precisamos realizar algo para Deus, O Senhor tem planos e seus desígnios devem ser executados, pois sua vontade é Soberana, e ao longo da história da humanidade Ele tem revelado alterando e modificando inclusive as leis físicas, então se for preciso Ele abre Mar, Pára o Sol e a Lua, muda os ventos, a fim de dar vitória ao seu povo.



As águas de Mara estava dentro da trajetória dos hebreus, essas águas amargas simbolizam que ainda que caminhemos em pleno deserto (sentido desconforto, dores e cansaço = amarguras), porém, Ele é capaz de transformar esses momentos em dias melhores, pois, se lembra da coluna de nuvem e de fogo, isso é uma questão de Providência Divina, para aliviar as agruras do cotidiano.

 

Observe no quadrante da foto acima, logo abaixo atente para uma formação de terreno diferente, lado inferior direito da foto, ou seja, as águas que fluíram por muito tempo da rocha deixou marcas na terra, provando mais uma vez o milagre de jorrar água da Rocha de Refidim. (Êx 17.17)

 

O Eterno conduzia o povo pelo deserto do Sinai, um local inabitável, para Deus um excelente espaço para ensinar, trazer à tona os grandes momentos na trajetória, um terreno impróprio para desobediência, até porque ainda não chegaram na Terra Prometida, não que desobedeça ao chegar lá, mas que, o povo ainda estava em formação, e precisava de leis e regras, foi lá que Moisés recebeu todas as instruções sobre o tabernáculo, seus utensílios, suas diversas leis e etc.

Considerando os pecados cometidos pelos hebreus, idolatria, murmuração, rebelião e incredulidade, temos que houve um atraso ao rumo de Canaã, afinal não fazia sentido fazer chegar na Terra Prometida com toda essa bagagem de desobediência, repito tinham que ter aprendido antes a lição, a fim de fazer jus à recompensa.


Foi no cume desse Monte que Moisés passou 40 noites e 40 dias, um verdadeiro milagre, pois como disse acima esse lugar era inóspito, não tinha agricultura e nem água; era de fato um território desprovido de subsistência, porém, mais uma vez o Eterno revela sua Grandiosidade em sustentar Moisés todo esse tempo.

Em contrapartida, enquanto Moisés recebia todo o aparato para a formação da nação, o povo iludido com as influências do vulgo que estava inserido no meio do povo, e com as lembranças do Egito, combinaram um ato de rebeldia, confeccionando um bezerro de ouro, idolatria, substituição da posição exclusiva do Senhor.


Estejamos preparados para não trocar o Eterno, nem substitui-lo com algo que não mereça nossa atenção; no caminho surgirão oportunidades internas e externas para agirmos de forma desobediente, sobretudo, devemos recusar e reagirmos enfaticamente contra esses sentimentos e episódios e até contra pessoas que tentam nos tirar da presença de Deus!